<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627</id><updated>2011-08-23T15:22:34.940-04:00</updated><title type='text'>O Destro &amp; O Canhoto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-4871985002310661414</id><published>2008-05-19T16:15:00.002-04:00</published><updated>2008-05-19T16:21:22.865-04:00</updated><title type='text'>PAGANDO O PATO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Desta vez o leitor participa. A última frase do conto está em branco, para quem quiser sugerir. Na primeira consulta que fiz por e-mail, vieram respostas das mais politicamente corretas às mais irônicas. Qual seria a sua frase? O que você diria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Eu quero um pato. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Júlia foi enfática, como toda criança birrenta. E não teve Cristo que a fizesse mudar de idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Maldita visita da escolinha ao sítio, pensei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Geremias logo estava entre nós. Com suas penas delicadas, seu grasnar suave e seu rebolar engraçado, que Júlia imitava o tempo todo. O novo animal de estimação era pura atitude e personalidade. Cagava e andava. Literalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O bicho foi crescendo cada vez mais. E cagando cada vez mais também. E como cagava. Quack, quack, ploft. Quack, quack, ploft. Soltava suas penas enormes, seu grasnado estridente e suas fezes por toda a casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apelei. Disse que ele estava triste, o pobre. Prometi que ele não viraria assado, mas que ele precisava estar entre os de sua espécie. Achei dois livros de histórias infantis que &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;jogaram&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;a meu favor. Júlia acabou aceitando que seus bichos de pelúcia não eram a melhor companhia e, seu quarto, o melhor ambiente para o desenvolvimento da ave.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcamos a despedida. Seria no lago do parque, onde viviam muitos outros patos como Gê, mas que não defecavam no meu carpete e nem saltavam do armário quando eu abria a porta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia, Júlia conversou meia hora com Geremias. Entendiam-se bem, os dois. Prometeu vir visitá-lo e tudo mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cumprido o ritual, Júlia colocou o bípede na água, devolvendo-o ao seu habitat natural. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mal começou a nadar quando os demais patos se aproximaram amistosamente, como se recebendo o novo membro do bando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Júlia abriu um sorriso e eu suspirei, aliviada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Viu só, minha filha...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes que eu pudesse concluir a frase, os animais o cercaram e o ataque ao intruso começou. Bicaram Geremias, que agonizou, até a morte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; ... SUA FRASE AQUI&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-4871985002310661414?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/4871985002310661414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=4871985002310661414&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4871985002310661414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4871985002310661414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2008/05/pagando-o-pato.html' title='PAGANDO O PATO'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-5433260951576144330</id><published>2008-05-12T23:27:00.013-04:00</published><updated>2008-05-14T12:53:21.960-04:00</updated><title type='text'>ALMOÇO DE DOMINGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkPbiyN1tI/AAAAAAAAAKA/ywLgiM_e2eU/s1600-h/BLOG4.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199704210644260562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkPbiyN1tI/AAAAAAAAAKA/ywLgiM_e2eU/s200/BLOG4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A expressão &lt;em&gt;blasé&lt;/em&gt; da garotinha não transparecia a força com que agarrara as genitais do tio por debaixo da mesa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A família, reunida para o almoço de domingo, não percebera o que se passava ali. Desde o reencontro com o tio, dias antes, a menina passou a acreditar que tinha anos suficientes para dedicar boa parte das suas horas aos pensamentos que, dali por diante, cultivaria por ele. Túlio, no auge dos seus 31 anos, nem desconfiava das intenções da sobrinha. Até a mão da garota aproximar-se do seu joelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reencontro acontecera em uma calorosa tarde do mês de janeiro. O termômetro denunciava 30 graus. Mergulhado sob a água da piscina, o corpo da garota já apresentava os primeiros sinais da puberdade. O almoço de domingo – principalmente a essa época do ano – era motivo de casa cheia. Acostumada, mal percebera a presença de Túlio, o tio, recém chegado da viagem de seis meses pelo exterior. No instante em que o olhar da garota atravessou o pátio e cruzou com o corpo do jovem rapaz, um arrepio correu-lhe a espinha. &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Apoiada sob a beira da piscina, Joana era a imagem do desconcerto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Algo mudava dentro dela. E, enquanto gotículas d’água escorriam pelo rosto da mocinha, iam embora também seus sonhos de criança. “Pura babaquice”, repetia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma tarde, em frente ao espelho do quarto, Joana acariciava-se. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pensava no tio. No sol que iluminava a face do tio. Nas mãos fortes do tio.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Nos braços que envolveram seu corpo em um longo abraço, logo que ela saiu da água para cumprimentá-lo. Na saudade que nem mesmo ela sabia que sentia d&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkO_iyN1rI/AAAAAAAAAJw/spg9JiL7OnQ/s1600-h/BLOG1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199703729607923378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkO_iyN1rI/AAAAAAAAAJw/spg9JiL7OnQ/s200/BLOG1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ele. E, desde os segundos iniciais daquele instante misterioso – quando algo se modificara –, a garota não barrou um pensamento sequer. Vivia-os. Sentia-os. Como uma jovem donzela. Como tinha de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias nasciam e morriam sem que Joana percebesse o real significado daquele desejo. E nem para onde ele a levaria. A cada visita, a cada abraço carinhoso, a cada momento a sós com o tio, Joana consumia-se. Faltava-lhe ar, faltavam-lhe mãos para agarrá-lo e leva-lo para dentro de si. Faltava-lhe coragem. &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;“E aí garotinha, como vai a escola?”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, dizia o tio para a sobrinha. Ela odiava que ele a tratasse como criança. Fechava o rosto e respondia, ríspida: “Bem”. Juntava as mãos e apertava os dedos. Puro ódio. Amor puro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Joana desabrochara. Para o amor. Mais: para o sexo. E, mesmo sem qualquer experiência, era enfática: “Eu quero”. Determinada, a garota seguiu, dia após dia, até o almoço daquele domingo, quando o tio sentou-se ao seu lado na mesa. Enquanto a família comungava da presença uns dos outros, Joana suava. Pensava. Queria. Trêmula, a mão da jovem encontra o joelho do rapaz. “Tio, me alcança a salada”, disse, deslizando a mão pela coxa e chegando até o pênis do jovem. &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Túlio ficou imóvel, com o prato de salada em uma das mãos, os olhos arregalados e o rosto vermelho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Por debaixo da mesa, Joana segurava e acariciava aquele objeto de desejo que a fazia arder. Parecendo não crer no que ocorrera, Túlio trouxe o prato de salada para perto de Joana, afastou a mão da garota, olhou no fundo de seus olhos, e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, Joana encarava-se, novamente, no espelho do quarto. A lembrança do olhar de indignação do tio doía e misturava-se às lágrimas que escorriam pelo rosto da menina. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkPLCyN1sI/AAAAAAAAAJ4/nZmjsVGJ_Qo/s1600-h/BLOG2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199703927176419010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkPLCyN1sI/AAAAAAAAAJ4/nZmjsVGJ_Qo/s200/BLOG2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ali, esvaiam-se seus desejos. Foi aí que ela desceu as escadas, atravessou a casa e chegou até a beira da piscina. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A família – mesmo sem entender a saída de Túlio – almoçava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ninguém compreendera a morte da garota. Nem o porquê de não conseguirem salvá-la. Túlio, o tio, sentia-se culpado. Não encontrava razões para explicar esse sentimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pelo resto dos dias, aos domingos, &lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;aqueles almoços nunca mais foram os mesmos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-5433260951576144330?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/5433260951576144330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=5433260951576144330&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/5433260951576144330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/5433260951576144330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2008/05/almoo-de-domingo.html' title='ALMOÇO DE DOMINGO'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/SCkPbiyN1tI/AAAAAAAAAKA/ywLgiM_e2eU/s72-c/BLOG4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-206013913820445910</id><published>2008-03-17T14:44:00.007-04:00</published><updated>2008-03-17T15:07:39.511-04:00</updated><title type='text'>CONCLUSÕES DA IDADE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho que o mais intrigante é perceber que, quanto mais o tempo passa, mais duras ficam as pessoas. Sempre fui fiel aos meus pensamentos, mas quando me diziam que eu ainda iria aprender muito sobre essa coisa chamada “amor’, eu virava as costas e tapava os ouvidos – como se eu não precisasse aprender nada com os outros. A essa altura do campeonato, já não sei avaliar se todas as teorias que foram jogadas em meus braços são verdadeiras. Não sei se aquilo que eu acreditava piamente nunca passou de uma grande besteira. Não sei dizer se as pessoas deixam a leveza de certos sentimentos de lado em prol de algum benefício divino.&lt;br /&gt;Vestir uma armadura é mais confortável?&lt;br /&gt;Qual é a graça dessa piada?&lt;br /&gt;Por que o tempo insiste em endurecer o ser humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso na quantidade de vezes que escutei a frase “deixei de acreditar no amor”, saída da boca de pessoas tão diferentes – e TÃO especiais pra mim – nos últimos meses, páro e, por incontáveis segundos, fixo meu olhar em algum ponto qualquer. “Que porra é essa?”, digo. Ok, essa não é a pergunta mais apropriada. Mas, convenhamos: nesse caso, qual é o questionamento mais coerente? Mais sensato? E qual é a melhor resposta?&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178785111722824962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/R969nuhSFQI/AAAAAAAAAIw/EZxFKq7HoCE/s320/amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Daqui há 13 dias completo trinta anos de vida. Não, não estou em crise. Mas chego a esse ponto de minha estrada com a notória sensação de que amar pode não valer tanto a pena assim. Aos amigos que me lêem e que me conhecem realmente, essa confissão vai soar um tanto quanto estranha, eu sei. Se eu endureci? Não sei. É uma fase? Talvez. É mais um desabafo do Thiago? Sim, mais um! Não gostou? Problema é seu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em que momento deixa-se de crer em um sentimento que, por séculos, tem sido taxado e elevado aos céus como “o mais belo” de todos? Juro, não sei. Mas gente, essa é a vida real! Acontece mesmo!! E aqui, à beira de completar três décadas de existência, chego à conclusão de que, sinceramente, eu esperava que isso fosse demorar um pouquinho mais pra acontecer comigo. O fato é que cansei desse meu coração mole. Cansei de escutar “que bacana esse seu jeito intenso de sentir” ou “como é legal amar assim, sofrer assim”. Legal porque não é contigo, ok??? Saturou. Não quero sentir mais nada desse jeito, não pretendo mais dedicar horas a alimentar desejos ou emoções, e nem tenho mais idade pra isso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, estou em crise!! (No comments about that, please!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha 18 anos (hã...virou fixação esse papo de idade??) escrevi uma crônica para um jornal cujo título era: “Pra quem não ama”. Nela, apresentava o meu ponto de vista sobre o lado positivo de não amar ninguém. De estar só e feliz. Lembro-me que uma das frases (talvez mais coerente do que qualquer outra que eu já tenha escrito aqui), dizia: “ficar sozinho é ótimo, pois é o melhor momento para você ficar próximo de você mesmo”. Soa piegas? Pode até ser. Mas ameniza um pouquinho desse meu sentimento e de uma certa dor que insiste em martelar aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-206013913820445910?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/206013913820445910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=206013913820445910&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/206013913820445910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/206013913820445910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2008/03/concluses-da-idade.html' title='CONCLUSÕES DA IDADE'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/R969nuhSFQI/AAAAAAAAAIw/EZxFKq7HoCE/s72-c/amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-1048004115945252012</id><published>2008-02-13T22:56:00.007-04:00</published><updated>2008-02-14T07:37:51.145-04:00</updated><title type='text'>Eu não sei mais.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/R7Qn9TQ9yFI/AAAAAAAAAIo/bS1mvFO5hAM/s1600-h/391-tira-sica.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166798606597736530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/R7Qn9TQ9yFI/AAAAAAAAAIo/bS1mvFO5hAM/s400/391-tira-sica.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei mais. Não sei mais se existem problemas. Ou se não existe outra coisa na vida além deles. Não sei mais se resolver uma questão é achar uma solução. E se achar uma solução é vencer, ou morrer. Eu não sei mais. Não sei mais o que me move. Não sei mais se são questões, problemas, soluções ou nada disso. Não sei mais O QUÊ é isso de que falo. Não sei mais se me fechei e me contive, ou se me diluí. Se prendi todo amor do mundo aqui dentro, se ele está todo lá fora e eu não deixo entrar ou se, ao contrário, me abri demais e ele escapou pro infinito. Ou mesmo se ele só existe com a mistura do que está fora com o que está dentro. Ou sequer se ele existe. Não sei mais o que existe ou não. Não sei mais o que me faz feliz, o que me faz triste, o que me faz. Não sei se estou perdido, ou se só se perdendo é possível se encontrar. Não sei se quero ou devo me encontrar, nem se devo procurar. Não sei mais a minha freqüência. Não sei mais meu ritmo, meu pulsar. Eu não sei mais de que lado quero estar. Não sei quantos lados há pra se estar. Não sei mais se equilíbrio é o mesmo que eu já pensei que fosse. E não sei se o que eu pensava sobre ele era mais próximo da verdade do que eu penso agora. Não sei nem se existem verdades. Eu não sei o que você pensa. Eu não sei o que pensar sobre estas palavras. Não sei se elas são confusão, se vão morrer na próxima linha, se vão virar canção. Não sei mais se é razão ou emoção. Não sei mais se essa desorganização é organizada. Se alguma coisa fará sentido. Se existe sentido permanente. Se existe sentido, seja lá o que já se tenha sentido. Não sei o que quero dizer, nem se quero dizer. Não sei se já acabei dizendo sem saber que disse. Não sei se é cedo ou tarde, já que não sei mais em relação a que. Não sei mais se perdi a noção, ou se essa é a única noção possível e autêntica. Não sei se há autenticidade. Não sei mais do que você. Nem menos. Não sei mais se o não saber é ignorância ou sabedoria, ou se esses dois conceitos existem de fato. Não sei mais o que é real, nem se existe realidade, ou se há muitas. Não sei se estou num círculo vicioso, ou se justamente escapei dele e a prova disso é o não saber. Não sei mais o que passa na TV. Não sei mais o que se passa. Não sei o que há. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-1048004115945252012?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/1048004115945252012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=1048004115945252012&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/1048004115945252012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/1048004115945252012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2008/02/eu-no-sei-mais.html' title='Eu não sei mais.'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/R7Qn9TQ9yFI/AAAAAAAAAIo/bS1mvFO5hAM/s72-c/391-tira-sica.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-5980729305149702423</id><published>2008-01-17T21:11:00.000-04:00</published><updated>2008-01-17T21:27:31.796-04:00</updated><title type='text'>CRÔNICA ATUAL</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Caríssimos, voltei! (alguém ainda por aí? hehe)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A crônica abaixo foi escrita no ano de 2004. Foi publicada em jornais aqui de SC, em uma revista do RS e também apareceu em quatro ou cinco blogs, não tenho certeza (tudo com o devido crédito ao autor que vos fala hehe).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É bem pessoal, de uma época da minha vida, mas....desde quando falar em sentimentos é factual?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muitas dessas palavras ainda cabem como uma luva para mim. Pra tanta gente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Quando se quer fazer alguém feliz*&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como na música de Charlie Brown Jr, às vezes tenho vontade de dizer: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;"se eu não puder fazer você a pessoa mais feliz, eu chego o mais perto disso possível".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Falo de querer fazer feliz a pessoa que amamos. Tomar nos braços, pegar no colo, apertar com força e deixar bem claro que, sim, faremos tudo o que tiver ao alcance de nossas mãos, pés e corpo todo para proporcionar felicidade a ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pouco importa o que os outros pensam, pouco importa se chove ou faz calor. Não queremos brigas, nem discussões, nem bate-bocas e tempestades em copo d'água. Pouco importa se estamos cansados e, de repente, somos surpreendidos por um pedido de massagem. Tanto faz se dormir tarde só para assistir a um filme juntinhos significa, no outro dia, estar terrivelmente cansado para enfrentar um dia inteiro de trabalho. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Alguém aí liga pra isso?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu, envolto pelo eterno e infinito romantismo que habita e muitas vezes destrói meu coração, preciso fazer alguém feliz. Não que minha total felicidade dependa disso, não que meus objetivos sejam apenas esses. Mas quero abrir meu coração para que alguém habite nele, por inteiro, sem medo, sem receio. Sei que muitas vezes minha carência fala mais alto, mas tenho essa tendência desde sempre: &lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;me sinto desprotegido quando olho pro lado e constato que minha vida, nesse aspecto, está cheia de espaços vazios.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A verdade é que todo mundo quer ser feliz, mas nem todos do mesmo jeito. Às vezes, um pedaço da nossa felicidade depende de alguém cujos objetivos, nem de longe, são os mesmos. E isso, meus amigos, machuca. Nos faz sentir menores, faz nosso tão nobre amor parecer lixo cada vez que nos é negada a chance de demonstrar um pouquinho do quanto poderíamos fazer feliz a vida desse alguém, que parece &lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;peça fundamental&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; para o bom funcionamento do nosso coração. &lt;p align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho receio em afimar que, de uns tempos pra cá, tem me sido negada a chance de concretizar planos assim. Receio porque, independente disso ou daquilo, essa vontade tão grande de fazer o &lt;span style="font-size:130%;color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;"meu alguém"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; feliz existe. E eu não a vejo como tempo perdido, como obra inacabada ou algo do gênero. Respeito, simplesmente. Porque faz parte de mim. Porque, lá no fundo, tenho a impressão de que existe muita gente por aí que procura o mesmo que eu. Embora isso não signifique nada quando você pára e percebe que a pessoa que você mais deseja fazer feliz, já é...e que esse fato não tem nada a ver com você. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*O Canhoto, em agosto de 2004&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-5980729305149702423?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/5980729305149702423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=5980729305149702423&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/5980729305149702423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/5980729305149702423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2008/01/crnica-atual.html' title='CRÔNICA ATUAL'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-2965546598842465595</id><published>2007-11-08T19:06:00.000-04:00</published><updated>2007-11-08T19:19:21.123-04:00</updated><title type='text'>ENsaio de mim</title><content type='html'>&lt;em&gt;...caros leitores... desta vez deixei o conto e a crônica de lado para publicar alguns antigos poemas meus... fiz uma rápida seleção (quem sabe faço ainda outros posts publicando mais alguns)... espero que gostem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpareço meu amor&lt;br /&gt;Quando teu olhar me atravessa&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na guerra dos sentimentos&lt;br /&gt;Sou voluntário&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de Estado&lt;br /&gt;Nem de esquerda&lt;br /&gt;O golpe que me derrubou&lt;br /&gt;Foi aquele susto que você pregou&lt;br /&gt;Quando me deixou&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou como a lua&lt;br /&gt;Me renovo e cresço&lt;br /&gt;Depois que míngüo quando estou cheio de tudo&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fotografia me deixa irado&lt;br /&gt;Faço cena&lt;br /&gt;Rasgo&lt;br /&gt;Digo que é passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixo os negativos&lt;br /&gt;Bem guardados&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso&lt;br /&gt;Te causar-te muita dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleonasmo vicioso&lt;br /&gt;Sou muito perigoso&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos iguais&lt;br /&gt;Ou temos semelhanças&lt;br /&gt;Feitos um para o outro&lt;br /&gt;Que festança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se temos diferenças&lt;br /&gt;Ou mesmo desavenças&lt;br /&gt;E o mundo nos trai&lt;br /&gt;Tudo bem&lt;br /&gt;Os opostos se atraem&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não uso magia&lt;br /&gt;Agentes do FBI&lt;br /&gt;Nem consulto o tarot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra te localizar&lt;br /&gt;Ligo pro teu celular&lt;br /&gt;Alô?!&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê você? II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone desligado&lt;br /&gt;Ou bateria terminada&lt;br /&gt;Tu tu tu&lt;br /&gt;Sempre a minha desgraça&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex toca no coração&lt;br /&gt;Estaca no coração&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que calor&lt;br /&gt;Essa colcha que me cobre&lt;br /&gt;Volta e meia me bole&lt;br /&gt;Onde está Wally?&lt;br /&gt;_______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me ver passar maionese no bolo&lt;br /&gt;Fez cara de nojo&lt;br /&gt;Isso te choca?!&lt;br /&gt;Prepare-se para o que virá&lt;br /&gt;Quando trancarmos a porta&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistiu por muito tempo&lt;br /&gt;Mas depois da amiga ter insistido&lt;br /&gt;Ela ousou sair com aquele decotado vestido&lt;br /&gt;Na frente dos outros: - Era só isso?!&lt;br /&gt;No fundo pensando: - Quanto tempo perdido!&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo de opinião&lt;br /&gt;Depende do com&lt;br /&gt;E do sem roupão&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te calo&lt;br /&gt;Ora com a fala&lt;br /&gt;Ora com o falo&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na água do mar&lt;br /&gt;Oculto a ereção&lt;br /&gt;De ver você à milanesa&lt;br /&gt;Sob o sol do verão&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós no tapete dando giros&lt;br /&gt;Até que alguns espirros&lt;br /&gt;Anunciam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final triste&lt;br /&gt;Rinite&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derruba a taça cheia sobre mim&lt;br /&gt;E deixa escorrer&lt;br /&gt;Agora vem&lt;br /&gt;Começa a lamber&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos&lt;br /&gt;Curtos&lt;br /&gt;Afinal com quatro letras&lt;br /&gt;Se diz tudo&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem&lt;br /&gt;São&lt;br /&gt;Benção&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.T.a mundão véio sem portera&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Absinto?&lt;br /&gt;Sinto muito.&lt;br /&gt;Abstêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-2965546598842465595?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/2965546598842465595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=2965546598842465595&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/2965546598842465595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/2965546598842465595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/11/ensaio-de-mim.html' title='ENsaio de mim'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-241230144021759567</id><published>2007-10-23T21:47:00.000-04:00</published><updated>2007-10-31T22:40:03.020-04:00</updated><title type='text'>O HOMEM DE TERNO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rx6tEAOKZLI/AAAAAAAAAH4/TCg0rdMF6L4/s1600-h/3003-009153.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124723710284686514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rx6tEAOKZLI/AAAAAAAAAH4/TCg0rdMF6L4/s200/3003-009153.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Por favor, eu quero que a minha sepultura seja bem rasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ergueu os olhos. Ficou ali, estático. E, sem olhar para trás, ouviu, novamente, a voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu quero sentir a chuva...eu gosto da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vagarosamente, o coveiro virou-se. Com a pá na mão viu, na beira da cova, em pé, a figura de um homem. Estava de terno preto. Segurava as duas mãos na altura do peito. Parecia constrangido e assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você entendeu? A cova....não faça um buraco muito grande...assim eu posso...&lt;br /&gt;- Quem é você? – disse o coveiro.&lt;br /&gt;- Eu? Eu, bem...não sei se isso faz diferença. A essa altura da minha vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando o homem de terno parou de falar. Seus olhos, que antes demonstravam uma dose de “pena de si próprio”, fixaram-se no chão marrom da terra tirada de dentro do buraco. Lembranças invadiram sua mente. A palavra “vida” soou em seus ouvidos de maneira estranha. Ao capotar com o carro em uma estrada, o homem de terno jamais imaginara que, algumas horas depois, estaria ali, de pé, ao lado de sua cova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem compreender, o coveiro insistiu: Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou a pessoa que...vai morar aí embaixo....(pausa)....estranho isso, não?&lt;br /&gt;- Desculpe, mas eu não estou entendendo. Vou subir aí, porque não consigo ver seu rosto, disse o coveiro, confirmando a total falta de compreensão da situação. Ao aproximar-se, o coveiro girou a cabeça para o lado, desconfiado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho a impressão que eu lhe conheço...de algum lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos do homem de terno pareciam agora querer dizer algo, embora não soubessem como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã....deve ser da capela A?&lt;br /&gt;- Olha, até pode ser...se bem que.... – foi aí que o coveiro engoliu seco.&lt;br /&gt;- O que foi? Fiz algo de errado? – indagou o homem de terno, dando dois passos para trás.&lt;br /&gt;- Você....vo...é o...caixão...eu vi....lá... – as pernas do pobre homem afrouxaram-se. Agarrou-se na pá, que o segurou de seu próprio medo. Ou horror. Ele vira o homem de terno. Duas horas antes. Dentro de um caixão, na capela A. Era o velório de um homem que morrera em um acidente de carro. “Essa vida não vale nada”, pensou, ao olhar o homem no caixão. De lá, o coveiro seguiu para cumprir sua tarefa diária. Abrir covas. &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rx6tNQOKZMI/AAAAAAAAAIA/Yeh58Q-ZTdk/s1600-h/200572748-001.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, não quis assustá-lo. É que já é desgastante o suficiente ficar horas encralacado dentro daquele caixão. Se você puder fazer eu me sentir melhor dentro dessa cova, já me ajuda, revelou o homem de terno, com um sorriso amarelo de dar dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Mais silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você...você está com medo né? Bem, eu....que constrangedor. É a primeira vez que me sinto assim. Talvez porque eu nunca tenha morrido antes né?, disse o homem, tentando descontrair o bate-papo com um risinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a face do coveiro parecia envergar-se de pavor a cada nova palavra saída da boca do falecido. Balançava a cabeça negativamente, como que tentando acordar-se de um pesadelo. Mas ele não estava dormindo. Tremendo, segurou a pá. Respirou longamente e, numa ação mecanizada, começou a jogar a terra para dentro do buraco novamente. O defunto continuava ali. O coveiro, trabalhando com a pá de costas para o homem de terno, sabia disso. De repente, um raio invadiu o céu escuro. E os primeiros pingos de chuva começaram a cair. Tímidos. Depois, ferozes. A face do coveiro, molhada, continuava fixa na pá e na terra lançada para dentro do buraco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após alguns minutos diminuindo o tamanho da cova, ele virou-se. A visão embaçada pelo temporal – ou pelo temor de olhar novamente para trás – denunciou a ausência do homem de terno. Ele não estava mais lá. Foi quando a chuva cessou. Olhando para dentro da cova, o coveiro, inesperadamente, sorriu.&lt;br /&gt;O homem de terno já poderia sentir a chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E descansar em paz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-241230144021759567?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/241230144021759567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=241230144021759567&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/241230144021759567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/241230144021759567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/10/o-homem-de-terno.html' title='O HOMEM DE TERNO'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rx6tEAOKZLI/AAAAAAAAAH4/TCg0rdMF6L4/s72-c/3003-009153.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-3469022790955693644</id><published>2007-10-15T18:06:00.000-04:00</published><updated>2007-10-17T11:40:34.087-04:00</updated><title type='text'>Randômico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escolhi o bolo pela cara. Era de milho. Gosto de milho. Podia ser de côco. Eram todos parecidos na vitrine gordurosa. Eu podia, também, ter escolhido pelo sabor e assim solicitar ao atendente. Mas não o fiz. Escolhi aleatoriamente, pela aparência mesmo. Queria o efeito surpresa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjwOKZKI/AAAAAAAAAHw/ZdcKoT4kGQE/s1600-h/bifurcaÃ§Ã£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121695101211010210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjwOKZKI/AAAAAAAAAHw/ZdcKoT4kGQE/s200/bifurca%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saindo da padaria havia uma bifurcação e eu sempre ia pela esquerda. Não sei por que razão, mas normalmente era assim. Parei diante dela e fui pela direita, como que desafiando o hábito, provocando o cérebro já acostumado a não pensar mais sobre o trajeto já traçado mentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu nunca tivesse tomado o caminho da direita. Eu o conhecia, mas só ia por ele quando havia uma necessidade de passar por ali, como comprar algo na farmácia, que pelo caminho da esquerda não encontrava, ou quando queria ver, na pet shop, os filhotes de cachorros que lembravam minha infância. A distância era a mesma e a paisagem era até mais bonita. Por que diabos eu nunca ia por ali? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei na parada de ônibus lembrei que, além de existirem outras duas linhas possíveis para aquele trajeto, ainda havia a opção do metrô, por um preço quase equivalente. Arrisquei o trem. Nada mal. Naquele horário estava até mais vazio que os coletivos urbanos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjgOKZII/AAAAAAAAAHg/mVH7m29AG4k/s1600-h/orquidea3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121695096916042882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjgOKZII/AAAAAAAAAHg/mVH7m29AG4k/s200/orquidea3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desci no meu ponto e entrei na primeira floricultura que encontrei. Normalmente eu levaria rosas. Achei tão previsível que, mais uma vez no mesmo dia, arrisquei. Levei uma única e lasciva orquídea lilás para nosso primeiro encontro amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o banho em casa, fiz o mesmo. Deixei de lado a camisa azul passada e separada para o compromisso de logo mais. Vesti a rosa, clarinha, tão elegante nas revistas, mas que eu sempre evitava usar. Sei lá. A azul era tradicional e caía tão bem. Também ousei no perfume. Troquei a confiável fragrância amadeirada por uma cítrica do frasco quase cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Joana quando saíamos do cinema. Era uma comédia romântica. Geralmente não assisto a comédias românticas. Não lembro do título e nem dos protagonistas, mas lembro dela, com seu cabelo longo que, conforme as rajadas do ar condicionado, duas filas diante da minha, revelava um pouco da sua nuca e me causava arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, simulei um esbarrão e, me desculpando, desajeitado, puxei assunto. Ela sorriu de um modo tão revelador deixando evidente que percebera meu forjado encontrão. Corei. Ela, entretanto, correspondeu e foi delicada. Achou aquilo engraçado, como confessara no nosso primeiro café, no dia seguinte. Falamos por quase uma semana ao telefone, até o dia de hoj&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjQOKZHI/AAAAAAAAAHY/WXkYmTG72Go/s1600-h/beijo008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121695092621075570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjQOKZHI/AAAAAAAAAHY/WXkYmTG72Go/s200/beijo008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me recebeu deslumbrante num vestido preto, curto, colado. Convidou-me a entrar, colocou a flor sobre a mesa e sugeriu um vinho. Ofereceu-me três opções. Deixei que ela escolhesse. Já confiava no seu bom gosto. Ela serviu camarão e fui obrigado a revelar minha fatal alergia. O susto logo cedeu lugar ao riso e lembramos que ontem mesmo ela havia perguntado sobre alguma restrição alimentar, e eu omiti. Estava me divertindo com tanta novidade e leve por permitir o acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os corpos colados, mais quentes e audaciosos que quando sóbrios, e antes do primeiro e arrebatador beijo, ela entregou:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjQOKZGI/AAAAAAAAAHQ/GLSZ5OBDzAE/s1600-h/traveca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121695092621075554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjQOKZGI/AAAAAAAAAHQ/GLSZ5OBDzAE/s200/traveca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Meu verdadeiro nome é Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois podia ser João, José, Juvenal, Jurandir. Já não tinha a menor importância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-3469022790955693644?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/3469022790955693644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=3469022790955693644&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/3469022790955693644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/3469022790955693644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/10/randmico.html' title='Randômico'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RxPqjwOKZKI/AAAAAAAAAHw/ZdcKoT4kGQE/s72-c/bifurca%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-4493609835350458101</id><published>2007-10-01T23:38:00.000-04:00</published><updated>2007-10-02T20:26:18.144-04:00</updated><title type='text'>Life is a long song</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RwHAcQCW-8I/AAAAAAAAAHI/QVi4RxBmGIQ/s1600-h/microfone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116582243243326402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RwHAcQCW-8I/AAAAAAAAAHI/QVi4RxBmGIQ/s200/microfone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentado em frente à tela do meu computador, escuto Elliot Yamin. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O nome da música? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Wait for you&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A letra é um pouco triste. A voz é de um sentimento sem tamanho. A melodia é poética. Mas quando se fala de amor, como ficar indiferente? E sabe-se lá em que a gente pensa. &lt;strong&gt;Em &lt;span style="font-size:180%;"&gt;quem&lt;/span&gt; a gente pensa.&lt;/strong&gt; Em quantas noites dormidas longe daquele que habita nossos pensamentos embalados por trilhas incontáveis. Se um dia eu escrevesse uma canção, certamente seria sobre o amor. E, pra ser mais preciso, se fosse hoje, seria sobre a saudade. Pois eu queria estar em outro lugar agora. Talvez escutando &lt;em&gt;Wait for you&lt;/em&gt;, mas sem ter que esperar por nada. E depois que a música terminasse, apertar o&lt;em&gt; stop&lt;/em&gt; e ganhar um beijo de boa noite. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E isso pra mim é amor. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;E esses sintomas são eternos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje minha trilha sonora diz muito sobre mim. E é tão engraçado, porque a mesma trilha atinge outros de formas tão distintas... Mas estou só em meu quarto. E o significado é só meu. E &lt;strong&gt;talvez &lt;/strong&gt;só eu entenda. E&lt;strong&gt; talvez&lt;/strong&gt; seja pra ser assim. E, mais ainda, &lt;strong&gt;talvez &lt;/strong&gt;minha respiração falhe no meio da música porque tudo o que eu sei seja nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, como diz Elliot,&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; “you’re still in love with me”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não é a música que me diz isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que sinto é que o tempo não parece ser suficiente para tudo o que eu gostaria de viver...com você. Duro ser romântico, não? E amar alguém. E escutar músicas. E ter a trilha exata do que se vive, do que se sente. Você apareceu na minha vida. E, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;just like a star&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, ainda está por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, desde esse nosso “sempre”, nossas vidas são embaladas por trilhas incontáveis. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que (en)cantam a&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;nossa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; história. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Trilhas que fizeram esse post:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Wait for you&lt;/strong&gt; – Elliot Yamin&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;One place&lt;/strong&gt; – Everything but the girl&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quase um segundo&lt;/strong&gt; – Os Paralamas do Sucesso&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talulah&lt;/strong&gt; – Jamiroquai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Like a star&lt;/strong&gt; – Corinne Bailey Rae&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Canhoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-4493609835350458101?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/4493609835350458101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=4493609835350458101&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4493609835350458101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4493609835350458101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/10/life-is-long-song.html' title='Life is a long song'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RwHAcQCW-8I/AAAAAAAAAHI/QVi4RxBmGIQ/s72-c/microfone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-240429252470025457</id><published>2007-08-23T13:07:00.000-04:00</published><updated>2007-10-17T11:44:26.992-04:00</updated><title type='text'>Cíclope</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_xD_clQI/AAAAAAAAAGo/Jxgf9jX1ht8/s1600-h/olhar+neutro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101944802486555906" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_xD_clQI/AAAAAAAAAGo/Jxgf9jX1ht8/s200/olhar+neutro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Percebera o dom ainda criança. Sentia a tristeza dos olhos perdidos, as dores dos olhos sofridos, o cansaço dos olhos caídos, os desvios dos olhares mentirosos, os anseios vazios dos olhos fúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capturava o interior de qualquer um, desde que conseguisse uma cruzada de olhares, mesmo que por um pequeno instante. O ódio dos olhos fumegantes, a doçura dos olhos que piscavam lentos, a esperança nos que fitavam o horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber de tudo isso, desde pequeno, o fez diferente. A extrema sensibilidade do olhar sobre o olhar alheio, o transformou num tímido. Os desejos dos olhos da carne, a insegurança dos olhos nervosos, a força dos olhos maléficos, a tranqüilidade do olhar sereno. Como o de seus pais o botando na cama, todas as noites para dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usava o dom em beneficio próprio, lógico. Não havia como ser diferente, quando percebia o lograr no olho do malandro, o preconceito no olho do ignorante, a ordem no olho do dominante. Mas o fizera também em prol dos amigos, salvando-os dos olhares de encrenca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava apenas administrar o dom. E, já há algum tempo, sentia que, para tal tarefa, precisava, ao menos uma vez por dia, bater o olho num olhar sereno como o que o embalava nos primórdios. Não era difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se Deus por entender como ninguém do sutil jogo das expressões faciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_1z_clRI/AAAAAAAAAGw/bpkD7yyUFTo/s1600-h/olhar+feliz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101944884090934546" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_1z_clRI/AAAAAAAAAGw/bpkD7yyUFTo/s200/olhar+feliz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebera tarde o fardo. Quando não conseguia se desvencilhar da tristeza dos olhares perdidos, das dores dos olhos sofridos, do cansaço dos olhos caídos, dos desvios dos olhares mentirosos, dos anseios vazios dos olhos fúteis. Capturava o olhar alheio e fazia dele, o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a andar mais cabisbaixo que de costume, mas a curiosidade e o hábito o faziam levantar a cabeça, achando que o próximo olhar seria sereno, e assim ele terminaria o dia como desejara, como precisava. Era cada vez mais difícil encontrar um. Assim, muitas vezes adormeceu com o olhar dos ansiosos, dos miseráveis. Abusou de outros com olhares malfeitores. Decepcionou-se consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se Diabo, tamanho sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_6j_clSI/AAAAAAAAAG4/Ak7W2petByc/s1600-h/olhar+com+lagrima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101944965695313186" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_6j_clSI/AAAAAAAAAG4/Ak7W2petByc/s200/olhar+com+lagrima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que era uma mistura de olhares de fora para dentro, mas não conseguia descrever o próprio. Quais das características absorvidas pelo dom/fardo eram suas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fitou-se no espelho por horas. Não entendia suas nuances. Não se enxergava. Não se via. Não se penetrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou o vídeo, a fotografia. Não se revelava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2__j_clTI/AAAAAAAAAHA/xFEzQba6Ckc/s1600-h/olhar+fechado.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101945051594659122" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2__j_clTI/AAAAAAAAAHA/xFEzQba6Ckc/s200/olhar+fechado.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi encontrado caído, sem o olho direito e com sangue nas mãos. Na perícia e autópsia a confirmação. Arrancara o próprio olho e o engolira.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Era louco – saiu pela boca o olhar taxativo do legista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-240429252470025457?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/240429252470025457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=240429252470025457&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/240429252470025457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/240429252470025457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/08/olhar-penetrante.html' title='Cíclope'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rs2_xD_clQI/AAAAAAAAAGo/Jxgf9jX1ht8/s72-c/olhar+neutro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-6067287047706763742</id><published>2007-08-05T11:51:00.000-04:00</published><updated>2007-10-17T11:44:04.680-04:00</updated><title type='text'>Adalgisa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzjVoyE2I/AAAAAAAAAFQ/vpZxoVdHhPM/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095246341868753762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzjVoyE2I/AAAAAAAAAFQ/vpZxoVdHhPM/s200/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Você esqueceu o tom fúcsia cintilante Adalgisa!&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. Eu achei que tivesse trazido, mas andei tão confusa nos últimos tempos.&lt;br /&gt;- Pois eu fiquei sabendo. A Joana do 301 disse que da última vez você tremia tanto que arrancou bifes das mãos dela.&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice, sabe o que é, eu estava tomando um remédio para síndrome do pânico e ficava tremilica.&lt;br /&gt;- Trêmula? Síndrome do pânico? Em que revista de madame você leu isso Adalgisa?&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. É verdade. Foi o doutor que disse, o tal pissiquiatra.&lt;br /&gt;- Psiquiatra Adalgisa, com pê mudo.&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrX0VFoyE5I/AAAAAAAAAFo/1AMRivMOrKk/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095247196567245714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrX0VFoyE5I/AAAAAAAAAFo/1AMRivMOrKk/s200/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- E desde quando m&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXz-FoyE4I/AAAAAAAAAFg/qvNos_NkKm0/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;anicure tem dinheiro pra pagar psiquiatra, Adalgisa?&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. Eu faço as unhas da esposa dele e das quatro filhas. Falei pra ele do meu problema e ele topou me ajudar. Trabalhei de graça pra elas durante um tempo para pagar a consulta e os medicamentos.&lt;br /&gt;- Permuta entre psiquiatra e manicure é novidade pra mim.&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice, mas eu não andava nada bem.&lt;br /&gt;- O que aconteceu Adalgisa?&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice, tenho vergonha.&lt;br /&gt;- Deixa de bobagem, Adalgisa. Conheço sua vida como a palma da minha mão, ou melhor, como você conhece a minha, há 15 anos. Tem a ver com o Chicão?&lt;br /&gt;- Não senhora. Quer dizer, sim e não.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ai, a senhora sabe que eu sempre morei sozinha com a Naninha e que há dez anos eu tentava levar o Chicão lá pra casa. Foram cinco anos pra convencê-lo e mais cinco pra Naninha aceitá-lo sob o mesmo teto.&lt;br /&gt;- Sim, sim. Conheço cada capítulo dessa novela.&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. O fato é que desde que ele se mudou pra lá eu não conseguia ir ao banheiro.&lt;br /&gt;- Como ass&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzNloyE1I/AAAAAAAAAFI/wlkSamH7kFg/s1600-h/horta1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095245968206598994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzNloyE1I/AAAAAAAAAFI/wlkSamH7kFg/s200/horta1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;im, Adalgisa?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- A senhora sabe. Fazer as necessidades. Uma prisão de ventre monstruosa, como se diz. No início era o medo de fazer barulho, o Chicão escutar e perder o tesão por mim. Afinal, foi pela cama que fisguei o homem. Assim, eu esperava ele sair e tudo bem, mas depois nem com ele fora de casa, nem em banheiro público ou da vizinha.&lt;br /&gt;- Meu Deus. Era grave mesmo. E o que você fazia?&lt;br /&gt;- Eu colocava o relógio pra despertar as três horas da manhã e ia até a horta e, bem, fazia ali mesmo, no canteiro dos temperos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Adalgisa!&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice, não tinha outro jeito. Mas eu já estava até gostando daquilo. Um silêncio absoluto, e a senhora precisava ver, os temperos cresciam que era uma beleza.&lt;br /&gt;- Você não está me dizendo que a feijoada que você trouxe...&lt;br /&gt;- Ai, dona Clarice. Claro que não.&lt;br /&gt;- Hm. Menos mal. E o que disse o doutor?&lt;br /&gt;- Então. Me receitou um remédio lá e logo foi passando.&lt;br /&gt;- Você nunca pensou que podia ser flagrada nessa situação? Alguém podia atirar em você pensando que fosse um vândalo, um bandido.&lt;br /&gt;- Lá na vila não tem disso não. Anoitece e todo mundo se fecha em casa. Mas já passou dona Clarice.&lt;br /&gt;- Mesmo?&lt;br /&gt;- Sim senhora. Só não posso ver uma horta que fico toda arrepiada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrX1R1oyE6I/AAAAAAAAAFw/BsNuUxPLTTo/s1600-h/horta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095248240244298658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrX1R1oyE6I/AAAAAAAAAFw/BsNuUxPLTTo/s200/horta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzjloyE3I/AAAAAAAAAFY/cNknP7pfzyc/s1600-h/horta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-6067287047706763742?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/6067287047706763742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=6067287047706763742&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/6067287047706763742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/6067287047706763742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/08/adalgisa.html' title='Adalgisa'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrXzjVoyE2I/AAAAAAAAAFQ/vpZxoVdHhPM/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-4993140982463466098</id><published>2007-08-02T22:38:00.000-04:00</published><updated>2007-08-03T09:43:25.264-04:00</updated><title type='text'>Sob a luz do neon</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKWo1oyErI/AAAAAAAAAD4/V9VcbDsjJTs/s1600-h/n4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094299756846518962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKWo1oyErI/AAAAAAAAAD4/V9VcbDsjJTs/s200/n4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O azulado da velha cortina que cobria parte da janela misturava-se à visão embaçada, fazendo com que a explosão de cores do neon que piscava na rua e invadia o local parecesse ainda maior. Tentou mover-se. Percebeu uma garrafa de vodka que, ao lado de seu pé esquerdo, equilibrava-se entre copos, cinzeiros e um aparelho de som. "&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Merda.....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;",&lt;/span&gt; disse, ao perceber a cabeça pesando três toneladas. Queria levantar-se, mas preferiu elevar sua mente a qualquer estado que o fizesse recordar o que exatamente fazia ali. Deitado em uma cama estranha, percebeu a ausência quase completa de roupas. Estava só de cueca. E terrivelmente embriagado. "&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Maravilha&lt;/span&gt;", dizia. “&lt;span style="font-size:130%;color:#cc33cc;"&gt;Maravilha...&lt;/span&gt;”. Com a velocidade de uma lesma, virou-se. “&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Merda de bebida....porra....&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”. Na nova posição que assumira na cama pôde observar o ambiente com mais calma. Suas roupas jogadas no chão. Tentou visualizar o volume da carteira com documentos e grana no bolso traseiro da velha calça jeans que usara na noite anterior. A visão distorcida pelo alto teor alcoólico no sangue não deixou. Mesmo assim, esforçou-se para chegar mais perto. A carteira estava lá. O dinheiro também. E foi ali, com o braço esticado rente ao chão que percebeu o vapor saindo por debaixo da porta. “&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#663366;"&gt;Tem alguém tomando banho ali&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, disse para si mesmo. Olhou mais uma vez ao redor e percebeu que estava em um quarto. Poderia ser um quarto de motel. Ou de hotel. “&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Dos mais decadentes&lt;/span&gt;”, constatou. Ou poderia ser o apartamento de alguém. “&lt;span style="font-size:130%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Mas quem?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”, perguntava-se. Da noite passada lembrava-se apenas de sair para comemorar a “contenção de despesas” da empresa onde trabalhava há mais de cinco anos. E a despesa era ele. Jogado na sarjeta, sem emprego e com a rescisão de trabalho toda na carteira, saiu para beber. Só não imaginava que o fundo do copo não fosse o limite. Ali, de cueca, sem saber onde estava e com o barulho do chuveiro ao lado sendo desligado, ele percebeu: “&lt;span style="font-size:180%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;estou no fundo do poço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”. Quando a porta definitivamente se abriu, uma figura loira adentrou o quarto enrolada em uma toalha verde-limão desbotada. Do banheiro até o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;play&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do aparelho de som foram só alguns passos.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKbOFoyEwI/AAAAAAAAAEg/l6AFRqg-YBs/s1600-h/n2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094304794843157250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKbOFoyEwI/AAAAAAAAAEg/l6AFRqg-YBs/s200/n2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;I couldn't resist him&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;His eyes were like yours&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;His hair was exactly the shade of brown&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;He's just not as tall, but I couldn't tell&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;It was dark and I was lying down&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;You are everything, he means nothing to me&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A figura de cabelos dourados parecia ignorar a presença de um homem só de cueca na sua (?) cama. Foi então que, completamente desajeitado e sem enxergar direito, ele disse: “&lt;span style="font-size:130%;color:#cc66cc;"&gt;Isso aí é Amy Winehouse?&lt;/span&gt;”. “&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;É. Gosta?&lt;/span&gt;”, disse a loira, despindo-se calmamente da toalha. Foi desse momento em diante que ele desejou não ter perguntado. Ou melhor. Não ter nascido. Ou ainda: ter morrido. De boca aberta, observava a cena mais dantesca vivida por ele até então: a moça em questão era uma trava. Uma traveca. Um travesti, que secava os cabelos loiros com a toalha verde-limão desbotada, fazendo passinhos conforme a música e entoando um inglês &lt;em&gt;&lt;strong&gt;embromation&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Pior que isso, era a pergunta que ele fazia a si próprio: "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que é que eu estou fazendo aqui????&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKZ-loyEtI/AAAAAAAAAEI/yP3DBA9zMp0/s1600-h/n3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKZ-loyEtI/AAAAAAAAAEI/yP3DBA9zMp0/s1600-h/n3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094303429043557074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKZ-loyEtI/AAAAAAAAAEI/yP3DBA9zMp0/s200/n3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKZ-loyEtI/AAAAAAAAAEI/yP3DBA9zMp0/s1600-h/n3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;What do you expect?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;You left me here alone&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I drank so much and needed to touch&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Don't overreact, I pretended he was you&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;You wouldn't want me to be lonely &lt;p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Àquela altura do campeonato, embriagado pela bebida ou pelo puro absurdo da situação, questionava-se sobre o que teria acontecido, sobre até onde chegara na noite anterior, sobre como fugir dali e fazer com que ela &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;(ou ele)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; se esquecesse de tudo &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;(ou seria nada?)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que tivesse acontecido &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;(ou não)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; entre os dois. Moveu o rosto para o lado oposto, em direção ao neon que, incansavelmente, derramava suas cores sob o chão do quarto. Lembrou-se da vodka ao lado do pé esquerdo. Não pensou duas vezes: agarrou-a e, num momento intensamente dramático, virou um gole desesperado. Outro gole. Mais um. E de novo. Em um nano segundo adormeceu novamente sob a luz do neon, de cueca. Antes de sair, a loira sentou ao seu lado e, sorrindo, cantarolou o último refrão de Amy Winehouse:&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Yes he looked like you&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;But I heard love is blind &lt;p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, ela era fiel ao seu amor. E ele poderia dormir descansado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Canhoto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-4993140982463466098?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/4993140982463466098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=4993140982463466098&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4993140982463466098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4993140982463466098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/08/sob-luz-do-neon.html' title='Sob a luz do neon'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrKWo1oyErI/AAAAAAAAAD4/V9VcbDsjJTs/s72-c/n4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-268532564666415624</id><published>2007-08-01T09:32:00.000-04:00</published><updated>2007-08-01T09:33:56.980-04:00</updated><title type='text'>A Vida Tomada de Assalto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrCLt1oyEqI/AAAAAAAAADw/lc-cXJ_9KjI/s1600-h/assalto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093724798164538018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrCLt1oyEqI/AAAAAAAAADw/lc-cXJ_9KjI/s200/assalto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Oito clientes. Nada mal para uma segunda-feira, pensei enquanto saboreava o expresso na cafeteria que freqüentava regularmente.&lt;br /&gt;Peguei o jornal que estava sobre a mesa e fui direto para as páginas policiais. Li sobre os números da violência no país. A quantidade de assaltos, agressões e mortes me faziam pensar na imensidão de pessoas praticando o mal. Isso sem contar as tantas outras ocorrências não registradas.&lt;br /&gt;Não há escapatória. É uma questão de tempo a violência chegar até você. É estatística, é probabilidade, concluí.&lt;br /&gt;Terminei o café, levantei da mesa, deixei o pagamento e mais um trocado pro garçon que sempre me atendia tão bem e segui o caminho de casa.&lt;br /&gt;Mal comecei o trajeto e observei na minha frente uma senhora, cabelo branco, a passos lentos. Bem arrumada, como tantas que circulavam naquele bairro nobre e residencial, repleto de cafés, lojas de boas marcas e bastante arborizado. Ela segurava sua bolsa sem muita preocupação.&lt;br /&gt;Embora hoje os agressores já não escolhessem muito suas vítimas, aquela era uma presa fácil, sem dúvida. Desatenta. Frágil. Olhei para os lados, ninguém na rua além de nós dois. Como ela pode ser tão distraída?! Tsc, tsc, pensei chacoalhando a cabeça.&lt;br /&gt;Saquei a arma, apontei para a cabeça da senhora e sem deixar que ela se virasse exigi que me entregasse a bolsa e caminhasse sem olhar pra trás. Não poderia perder aquela oportunidade, ainda mais com tanta concorrência por aí.&lt;br /&gt;Hm, trezentos reais, um celular e um par de óculos de grife.&lt;br /&gt;Nove clientes. Nada mal para uma segunda-feira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Destro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-268532564666415624?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/268532564666415624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=268532564666415624&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/268532564666415624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/268532564666415624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/08/vida-tomada-de-assalto.html' title='A Vida Tomada de Assalto'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_jiajEltmpKY/RrCLt1oyEqI/AAAAAAAAADw/lc-cXJ_9KjI/s72-c/assalto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-8349870597794979050</id><published>2007-07-23T20:43:00.001-04:00</published><updated>2007-07-30T21:29:29.800-04:00</updated><title type='text'>O amor é um jogo perdido?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RqVLbFoyEkI/AAAAAAAAADA/rsTzXSO4Dgo/s1600-h/LOVE2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090557882553995842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RqVLbFoyEkI/AAAAAAAAADA/rsTzXSO4Dgo/s200/LOVE2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Casa comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;- Acho melhor a gente desligar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, disse a voz no outro lado do telefone.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque eu te amo. Mas não consigo avaliar esse amor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí eu pergunto: qual é o amor que se avalia? O meu? O seu? O de quem?&lt;br /&gt;Amor não é simplesmente...amor? Daqueles que a gente sente e ponto final?&lt;br /&gt;É o que acredito. Não tem fita métrica que meça o amor que eu sinto por você. Nem lupa que amplie esse sentimento tão bonito e complicado que une você a mim. Que une pessoas. Que afasta pessoas. E que faz com que essas mesmas pessoas continuem se amando. Às vezes menos. Mas às vezes muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa. E, por vezes, nos damos conta tarde demais da dimensão que esse amor ocupa em nossas vidas. Sim, esse mesmo amor que faz com que a gente encha os pulmões e diga “eu não sei o que é”. E quem precisa saber?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Eu não sei explicar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;- Mas você me ama mesmo?&lt;br /&gt;- Você sabe que sim.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheço pessoas que dizem “invejar” todas as minhas sensações em relação ao amor. Dizem elas que “gostariam de sentir” isso tudo que eu sinto. Mesmo com todas as minhas noites mal dormidas. Mesmo com as lágrimas que já derramei. Mesmo com a saudade diária que sinto do amor que está longe. Mesmo com tudo isso. E eu começo a achar que elas estão certas. Porque mesmo com lágrimas...tenho lembranças que são só minhas. E mesmo com noites a fio olhando para o teto, tenho expectativas em relação ao futuro. E mesmo com essa saudade que não passa, me sinto vivo. Seja por amar alguém...seja por sentir saudades...seja por ter expectativas que podem se concretizar, sim (alguém aí duvida?). &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090559183929086546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RqVMm1oyElI/AAAAAAAAADI/0qLqN8dankI/s200/LOVE3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;- Eu te amo também. Você sabe, né?&lt;br /&gt;- Claro que sim. Eu sinto isso.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O amor é um jogo perdido? Experimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;- Ta tarde, lindeza...vamos?&lt;br /&gt;- Vamos. Boa noite. Dorme com Deus e comigo, ta?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Silêncio. Longo suspiro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ta bom....te amo.&lt;br /&gt;- Eu também te amo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-8349870597794979050?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/8349870597794979050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=8349870597794979050&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/8349870597794979050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/8349870597794979050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/07/o-amor-um-jogo-perdido.html' title='O amor é um jogo perdido?'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RqVLbFoyEkI/AAAAAAAAADA/rsTzXSO4Dgo/s72-c/LOVE2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-832380701236356057</id><published>2007-06-04T09:57:00.000-04:00</published><updated>2007-07-30T21:30:02.791-04:00</updated><title type='text'>João x Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;João conheceu Maria no colégio. Ela foi sua primeira paquera, seu primeiro trabalho em dupla, seu primeiro beijo, sua primeira ereção, sua primeira namorada, seu único amor. E vice-versa.&lt;br /&gt;O destino tratou de, logo cedo, botar estas almas gêmeas perto uma da outra.&lt;br /&gt;Mas havia entre eles uma peculiaridade incrível, uma rixa que vinha não se sabe ao certo de quando e levaria não se sabe bem pra onde.&lt;br /&gt;Eles combinavam, sem dúvida. Até demais. Possivelmente foi a busca de identidade que gerou o problema. Até da mesma cor gostavam. João adorava roxo. Maria amava o púrpura. João não gostava que apertassem o tubo da pasta de dente no meio. Maria tinha pavor quando o creme dental aparecia amassado na metade.&lt;br /&gt;Apesar dos mesmos gostos, seu problema era outro:&lt;br /&gt;- Alcança-me o óleo – pedia João.&lt;br /&gt;- Aqui está o azeite – retrucava Maria.&lt;br /&gt;Era um problema de linguagem, de nomenclatura. E a implicância se estendia a tudo. Os guardanapos de louça de Maria, os panos de prato de João. O compacto do Roberto, de João, o vinil do Rei, de Maria. Nem interjeições eram poupadas.&lt;br /&gt;- Jesus! – espantava-se João.&lt;br /&gt;- Cristo! – chocava-se Maria.&lt;br /&gt;Era como se falassem dois idiomas, mas, à sua maneira, eles se entendiam. Tanto que a data do casamento estava marcada. Para João, pois para Maria era o dia do enlace. E como nenhum cedia, nem pretendia ceder, a cerimônia teria que ser um pouco diferente, já que o segundo a responder diria algo como "yes, I do" e não iria pegar bem. Além do mais, os dois falavam o bom português e isso não valeria diante das leis de Deus.&lt;br /&gt;E assim foi. No momento crucial, a pergunta foi feita para ambos e só depois eles responderam, em uníssono:&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;Naquele instante foi como se o mundo todo fizesse dois segundos de silêncio. Foi como se a confirmação do amor viesse naquele momento de trégua, de concordância em relação a uma palavra ao mesmo tempo tão simples e tão carregada de significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída da igreja, de João, e do templo, de Maria, ainda comentaram a lua-de-mel:&lt;br /&gt;- Amanhã partimos de aeronave para o Caribe – encerra Maria.&lt;br /&gt;- Sim, vai ser ótimo ir de avião até Cancun – conclui João. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-832380701236356057?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/832380701236356057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=832380701236356057&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/832380701236356057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/832380701236356057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/06/joo-x-maria.html' title='João x Maria'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-6789155639614547005</id><published>2007-05-06T18:13:00.000-04:00</published><updated>2007-06-04T09:56:37.130-04:00</updated><title type='text'>Tragédia em dois atos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Primeiro Ato&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;     - Tragédia!&lt;br /&gt;     Afoguei-me com a água quando Luiza entrou em casa gritando e realmente apavorada. Embora seu corpo saltitante e seu traje branco impecável sem nenhuma mancha de sangue mostrasse que fisicamente estava tudo bem, a cara era de quem acabava de ser atropelada. Assim que fiz a varredura e recuperei o fôlego consegui perguntar a ela, que permanecia parada olhando pra mim com os olhos cheios e as mãos à boca:&lt;br /&gt;     - O que houve? Joana foi promovida?&lt;br /&gt;     Não havia nada mais assustador para Luiza que ver sua colega Joana passar a frente dela na empresa de cosméticos onde trabalhavam. Foi o meu primeiro e natural palpite.&lt;br /&gt;     - Muito pior... – Ela respondeu tomando o copo da minha mão e bebendo pelo menos 300ml num único gole antes de completar:&lt;br /&gt;     - ...Letícia. – Foi o que ela conseguiu pronunciar antes de cair em pranto e me abraçar.&lt;br /&gt;     Puxa, Letícia era uma garota tão simpática, e um sucesso na época da escola, o que teria acontecido a ela pra ter passado desta pra melhor?! Sim, pois além de Joana fazer sucesso na carreira, só uma morte súbita e inesperada e injusta pra deixar Luiza transtornada desta forma. Eu já estava emocionado quando ela se desprendeu e voltou a falar:&lt;br /&gt;     - Encontrei Letícia na rua, por acaso, naqueles dias em que nada pode sair errado, em que você espera tudo de bom, quem sabe flores suas quando eu chegasse em casa.&lt;br /&gt;     Não faço isso há anos, pensei.&lt;br /&gt;     - Mas não. Surge Letícia na minha frente. Com os peitos mais caídos que eu já vi em toda a minha vida. Ela poderia fazer embaixadas com os próprios seios.&lt;br /&gt;     Comecei a entender Luiza. Elas tinham a mesma idade, trinta e sete. A lei da gravidade não era condizente com ninguém por muitos anos. Luiza queria ser uma fora-da-lei.&lt;br /&gt;     Correu pra diante do espelho e começou a se apalpar sem parar. Nem no exame de mama, onde minha ajuda era requisitada às vezes e acabávamos num sexo enlouquecido brincando de médico, ela se tocava tanto.&lt;br /&gt;     - Nossa, isso é mesmo estranho. Letícia era um avião. Não consigo imaginar – concordei ingenuamente.&lt;br /&gt;     - Pois agora ela não passa de um teco-teco. E além disso, senhor Gustavo, eu estou arrasada mas consciente. Uma época o avião aqui era eu.&lt;br /&gt;     - Você é um hangar inteiro, meu amor – corrigi há tempo de evitar que a raiva pela força gravitacional se voltasse contra mim. Corri a buscar mais água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segundo Ato&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quando voltei com a água, desta vez com açúcar, ela já estava ao fone, conversando com outra amiga:&lt;br /&gt;     - Guria! Você tem visto a Letícia ultimamente?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-6789155639614547005?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/6789155639614547005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=6789155639614547005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/6789155639614547005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/6789155639614547005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/05/tragdia-em-dois-atos.html' title='Tragédia em dois atos'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-4989654657044106944</id><published>2007-02-13T15:35:00.000-04:00</published><updated>2007-07-30T21:31:24.255-04:00</updated><title type='text'>29</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RdIWtNEW85I/AAAAAAAAACQ/ISqWkH71RIY/s1600-h/pisces.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031108699584131986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RdIWtNEW85I/AAAAAAAAACQ/ISqWkH71RIY/s200/pisces.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estou prestes a fazer aniversário. Quem consegue não ficar estranho nesta data? Conheço poucos. Parece que tá pesando tanto desta vez que até lembrei que a perturbada da Elizabeth Taylor aniversaria no mesmo dia que eu. Mas também pensei na música do Legião Urbana: “E aos vinte e nove com o retorno de Saturno / Decidi começar a viver...” &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu, que pouco conheço de astrologia, a não ser que sou de peixes e às vezes leio o horóscopo, resolvi pesquisar o que é o tal retorno de Saturno, já que completarei vinte e nove anos. (não deve ser por acaso que, no símbolo do signo, um peixe esteja indo pra cada lado)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pois bem, descobri que entre 28 e 30 anos o planeta se coloca onde estava quando você nasceu e começa uma nova volta em torno do zodíaco. Até aí ok. Mas e as conseqüências disso?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mais responsabilidades do que nunca&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;(ok já to acostumado – uma ou outra a mais não fará diferença) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Doloroso rito de passagem&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (normal) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que antes era opção se torna definitivo&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (Como assim Bial?!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pois é. O que vinha enrolado até agora se define e vai impulsionar os próximos 28, 29 anos. E claro, com suas &lt;u&gt;conseqüências mais sérias do que nunca&lt;/u&gt;. (Ai que saudade de brincar com meus “comandos em ação”.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então, o passado se torna apenas passado e influi menos. É um novo começo, mais &lt;u&gt;independência da família&lt;/u&gt; e daquelas relações xaropes com &lt;u&gt;infância e adolescência&lt;/u&gt;. Autonomia enfim. (Será que vou ser um paciente mais “fácil” na terapia?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pais mais relaxados em relação à responsabilidade sobre os filhos&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (não, não, não aceito.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Cresce a necessidade de ter um lar, ter filhos, educá-los&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (ensinar o cachorro a fazer cocô no lugar serve? pula essa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Começa-se a pensar seriamente no futuro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (ta querendo dizer que o que pensava não era sério? Fala sério.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Primeiro contato com a sensação de que a velhice não tarda&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (posso jurar que já senti isso ano passado... e retrasado... oh God, cadê meu Renew)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Intensificação das cobranças internas&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (hã...e isso pode aumentar?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não é mais tempo para ilusões e sim para definições&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (e quem, como eu, precisa de ilusões pra sobreviver como é que fica? Socorro)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você quer agir diferentemente dos seus pais mas acaba se aproximando novamente deles e, paradoxalmente, tomando decisões surpreendentemente parecidas com as deles&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (Bah, eu não vou virar um reclamão, que saco, não vou, que droga, jamais, que merda hehe)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;u&gt;Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar&lt;/u&gt;. (loser?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (por “acaso” olhei um anúncio de pós-graduação no jornal de hoje)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (nada de novo, todo reveillon é assim)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;u&gt;O ciclo dos 28 anos de Saturno é completado quando se pode tomar nas mãos com segurança as rédeas e o controle da própria existência&lt;/u&gt;. (hm rédeas da vida e bases sólidas pro futuro. Nada mal. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Taí, to mais tranqüilo agora. Ufa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;SE BEM QUE A LIZ TAYLOR FOI SEMPRE UMA DESCONTROLADA!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;*informações sobre o Retorno de Saturno retiradas de &lt;u&gt;http://portodoceu.terra.com.br/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-4989654657044106944?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/4989654657044106944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=4989654657044106944&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4989654657044106944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/4989654657044106944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/02/29.html' title='29'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jiajEltmpKY/RdIWtNEW85I/AAAAAAAAACQ/ISqWkH71RIY/s72-c/pisces.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-1530176853055445094</id><published>2007-02-08T13:39:00.000-04:00</published><updated>2007-07-30T21:32:13.126-04:00</updated><title type='text'>A medida da paixão</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RctpUdEW84I/AAAAAAAAACA/oN8MpU8rjXU/s1600-h/paixao3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029229209010500482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RctpUdEW84I/AAAAAAAAACA/oN8MpU8rjXU/s200/paixao3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Qual a medida da paixão? Quais os sintomas? Eles são reais ou não passam de mera manifestação de nosso excesso de carência? Quando temos a plena certeza de que estamos apaixonados? Essa certeza existe? A doce sensação de bem-estar que permeia o coração de apaixonados mundo afora é, certamente, o que me cria essa série de indagações....de perguntas sem respostas...Afinal, eu, não vivo se não estou apaixonado. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes acho que confundo essa "paixão" com excesso de carinho, com gratidão, com carência ou com o beijo na boca que me fez tremer as pernas. Ao mesmo tempo, paixão envolve tudo isso. E um pouco mais. Mais tesão, mais palpitar de corações, mais expectativa. Paixão é uma fase cega &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(não dizem por aí que o "amor é cego" também?). Bem pensado, aliás: paixão e amor. Um antecede o outro? Um não vive sem o outro? É possível amar sem apaixonar-se antes? Já amei um dia? Sim, amei. E amei apaixonadamente.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O beijo que me fez tremer as pernas pode ter desencadeado essa paixão de hoje. Se estou apaixonado? Já disse antes: não vivo se não estou apaixonado. Mas refletir sobre isso é o mesmo que dar um nó em minha cabeça. Confessar essa paixão – ou qualquer outra – é uma tarefa difícil pra mim. Pois nunca sei até que ponto é verdade ou ilusão...até que ponto me fará bem ou me deixará noites sem dormir. Não consigo medir se meu coração bate pela paixão ou se pela absoluta falta de certeza de tudo (help me please!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;uando me apaixono viro o cara mais insuportável do mundo – e o mais doce também. É incrível como temos o dom de complicar tudo, não? Mas quem disse que seria fácil? Acredito que apaixonar-se não é pra qualquer um. Paixão exige renúncia. Temos que deixar algumas máscaras de lado – mesmo que momentaneamente. É quando nos mostramos ao outro. Quando abrimos nossa vida e dizemos: “Entre!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida é: será que é isso mesmo? Será que tudo é mais simples do que vejo? Mais palpável do que nos meus sonhos? Mais real do que absurdo? Ou é o contrário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida da paixão não existe. Os sintomas são pessoais e universais. Podem ser reais, sim. E também podem suprir aquela saudade que nos traz um coração vazio de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que estou apaixonado. E não tenho certeza de nada.&lt;br /&gt;Tão certo. Tão errado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O Canhoto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-1530176853055445094?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/1530176853055445094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=1530176853055445094&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/1530176853055445094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/1530176853055445094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/02/medida-da-paixo.html' title='A medida da paixão'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_jiajEltmpKY/RctpUdEW84I/AAAAAAAAACA/oN8MpU8rjXU/s72-c/paixao3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-2945701300095981676</id><published>2007-02-01T10:18:00.000-04:00</published><updated>2007-02-01T10:27:13.258-04:00</updated><title type='text'>Me, Myself and I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RcH4XuKojoI/AAAAAAAAAAY/4iMoQasEglY/s1600-h/solidao.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5026571745535495810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RcH4XuKojoI/AAAAAAAAAAY/4iMoQasEglY/s320/solidao.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passo bastante tempo sozinho. Sou um solteiro, adulto, morando só numa cidade grande(?). Afora companhias eventuais, isso me coloca em milhões de situações solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que isso me atormentou, assim como sempre são mostradas as pessoas sós nas novelas e filmes. Já sofri muito na companhia dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia da palavra companhia acima utilizada não foi em vão. Foi justamente o que levei muito tempo para perceber. A solidão, ou seja, eu mesmo, me fazia (e faço) companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, não fujo mais da introspecção, tão temida por muitos, especialmente na atual sociedade. Considero-a essencial para o auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você imagina a figura de um sábio o que lhe vem à mente? Às vezes penso num filósofo grego e o imagino rodeado de alunos interessados, mas mais freqüentemente, imagino uma figura isolada no alto de uma montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram estes momentos de contato com ninguém além de mim mesmo que me fizeram ter certeza de que a sociedade nos obriga a conviver e participar de um imenso discurso vazio de pessoas que não sabem ficar sós e que, portanto, não se suportam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me senti pior que os demais por inúmeras vezes não me achar capaz de sociabilizar. Hoje é o contrário. Onde antes só havia incômodo, se fez encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu por vezes me sinto cansado de, em nome do bom senso (seja lá o que determine isso), aceitar passivamente a loucura alheia. Absurdos constantes engolidos em nome da convivência, que sequer permite que sejamos nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa percepção machuca. E meu discurso e o de muitos não são bem quistos e causariam repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar dói para quem não costuma fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a ser só e gostar disso. Cada dia aprendo mais e gosto mais. Nem por isso desejo passar a minha vida sozinho, ainda quero ter alguém ao meu lado para dividir o caminho, ou parte dele. Também não vou virar um eremita e me enfiar numa caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria que cada um percebesse a dignidade possível em estar consigo mesmo. Assim talvez conhecêssemos uma sociedade mais autêntica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-2945701300095981676?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/2945701300095981676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=2945701300095981676&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/2945701300095981676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/2945701300095981676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/02/me-myself-and-i.html' title='Me, Myself and I'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/RcH4XuKojoI/AAAAAAAAAAY/4iMoQasEglY/s72-c/solidao.gif' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-3637889100672755078</id><published>2007-01-29T08:11:00.000-04:00</published><updated>2007-07-30T21:32:27.559-04:00</updated><title type='text'>Tenho saudades da época em que eu era feliz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rb3kzuKojnI/AAAAAAAAAAM/zKqOP7bXhp4/s1600-h/post3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025424336432434802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rb3kzuKojnI/AAAAAAAAAAM/zKqOP7bXhp4/s320/post3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não que hoje eu não o seja. Mas naquela época – quando eu era feliz – a felicidade era algo simples. &lt;strong&gt;Palpável&lt;/strong&gt;. Ao alcance das minhas pequenas mãos. Sim, amigos, falo da infância. A época que passa sem que a gente se dê conta. Passa sem percebermos a dimensão real do quão importante ela é e, mais que tudo, do quanto somos felizes. Naquela época, felicidade fazia parte do meu dia-a-dia. Era algo inerente ao meu estado de espírito. E, digo isso, não pela ausência quase absoluta de responsabilidades. Não! Eu era feliz porque me permitia ser. Era feliz porque sabia que, no fundo, não tinha motivos para não o ser. Me contentava com o simples fato de estar ali. Não me era permitido fazer grandes questionamentos sobre o futuro, sobre o presente e...bem, o passado? Era algo tão recente, não? &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Encontrava a felicidade ao brincar na calçada. Encontrava ao tomar vento no rosto, sentado no pátio lá em casa. Encontrava a felicidade ao chegar da escola e poder comer o almoço maravilhoso que só minha mãe sabia fazer. Aos finais de semana, felicidade era dormir até tarde e, no domingo, acordar com o cheiro do churrasco que meu pai preparava com tanto carinho pra toda família. Eu era feliz – &lt;strong&gt;e como não seria?&lt;/strong&gt; – porque ria, e muito, com meus colegas de escola. Porque ao final de cada ano letivo, era o centro das atenções na peça de teatro que minha turma preparava. Eu não questionava tudo. Me chateava, sim, mas não fazia tempestades em copo d’água. Aceitava certos fatores com bem mais tranqüilidade. Meus amigos eram meus amigos – e isso sim era inquestionável. &lt;p align="justify"&gt;Em qual esquina da minha vida essa felicidade se perdeu? Em que momento olhei pro lado e não a vi mais caminhando comigo? Crescer é maravilhoso, nos dá um pouco mais de serenidade e uma visão ampla do mundo. Nos permitimos descobrir bem mais a nós mesmos e aos que estão ao redor. Mas é aí que a felicidade passa a ser um objetivo. Não é mais um estado de espírito. Uma companhia. Claro, ser feliz o tempo todo é impossível... Mas falo de algo mais &lt;strong&gt;sutil&lt;/strong&gt;. Falo da certeza que eu sentia. Da sensação de que, mesmo com o mundo contra, a felicidade existia nas pequenas coisas. Hoje, pequenas coisas não me bastam. &lt;p align="justify"&gt;Talvez o erro seja exatamente esse. Talvez é por já estar tão “contaminado”, achando que para ser feliz preciso ter tudo, é que a felicidade fique cada vez mais longe de mim. &lt;p align="justify"&gt;Quando eu era feliz, tinha tudo, pois me sentia assim. &lt;p align="justify"&gt;Preciso descobrir isso de novo. &lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-3637889100672755078?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/3637889100672755078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=3637889100672755078&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/3637889100672755078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/3637889100672755078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/01/tenho-saudades-da-poca-em-que-eu-era.html' title='Tenho saudades da época em que eu era feliz'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_jiajEltmpKY/Rb3kzuKojnI/AAAAAAAAAAM/zKqOP7bXhp4/s72-c/post3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116955635202072335</id><published>2007-01-23T08:38:00.000-04:00</published><updated>2007-01-23T08:45:52.036-04:00</updated><title type='text'>Escrever Certo em Linhas Tortas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/1600/892745/barras.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/320/660333/barras.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Alguém já distorceu o que você disse? Provavelmente. E como isso cansa. Não estou falando daquela distorção natural, de quando o assunto corre por telefone sem fio. To falando daquela sem intermediários. Aquele algo que você diz diretamente para uma pessoa, face a face, e ela às vezes já na própria resposta mostra que entendeu tudo errado. Ou não te ouviu, ou não quer te ouvir. E olha que eu sou formado em comunicação, sou bastante articulado e sei dizer as coisas e me portar de acordo com o ouvinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Claro, às vezes você fala pelas entrelinhas, mas nem todos são suficientemente sensíveis pra perceber. Ou como no caso anterior, não querem perceber. Aliás, muita coisa se diz exatamente ao calar. E ainda tem os casos em que a pessoa está tão alterada por algum fator que absolutamente não ouve nada. Mas eu to falando de algo bem básico, como “por favor, você pode me alcançar o açucareiro?” e a pessoa te passa a jarra de suco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Bem, trocar o açúcar pelo suco não traz lá grandes conseqüências. Mas se considerarmos algo maior, imagine o perigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;- “Amor, coloca a camisinha”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;– Diz ela na hora H&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;- “Mas você não disse que era pra tirar a camisinha?”. – Diz ele depois do teste de gravidez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;- Dobra à esquerda... Eu disse ESQUEEERDA. – Foram suas últimas palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Há quem diga uma coisa, sentindo outra. Mas ok, aí já não é distorção, é dissimulação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E quando se trata de política então? Isso não cansa, isso exaure qualquer pessoa. É o próprio eufemismo da distorção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Com tudo isso é bem difícil não se contaminar e se manter no prumo. Espero ter a noção para perceber quando for EU quem está distorcendo tudo e conseguir me conter antes de conseqüências irreversíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116955635202072335?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116955635202072335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116955635202072335&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116955635202072335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116955635202072335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/01/escrever-certo-em-linhas-tortas.html' title='Escrever Certo em Linhas Tortas'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116897272800625814</id><published>2007-01-16T14:07:00.001-04:00</published><updated>2007-01-23T18:51:11.943-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Verão, calor, sol, praia, mar azul, céu mais azul ainda, eu trancado na agência onde trabalho...Pode uma coisa dessas? Sim, meus caros, &lt;strong&gt;PODE&lt;/strong&gt;. Não só pode como &lt;strong&gt;ACONTECE&lt;/strong&gt;. Tenho descuidado um pouco do blog, não sei se pelo excesso de desânimo devido ao calor, não sei se pelo excesso de calor na minha sala &lt;strong&gt;SEM AR-CONDICIONADO&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;uma das únicas da agência...bacana, né?&lt;/em&gt;), não sei....Pretendo me retratar (&lt;em&gt;se é que isso é necessário...a essa hora todo mundo deve estar na praia né? Quem é que vai ler o blog???!!!&lt;/em&gt;) publicando um conto inédito (&lt;em&gt;hã....no comments&lt;/em&gt;), escrito por mim (&lt;em&gt;alguém me conhece?&lt;/em&gt;) em outubro do ano passado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Leia e deixe um comentário. Faça um blogueiro feliz (Deus, quanta falta do que dizer...que caloooooooooooooooooooooooooooor).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;--------------------------&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/1600/467130/expressos2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/200/19410/expressos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Expressos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Thiago Toscani&lt;br /&gt;10 de outubro de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estranho, né?,&lt;/strong&gt; ela disse.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é estranho?&lt;/strong&gt;, ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós dois aqui...eu simplesmente entrei e...veja só&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coincidência&lt;/strong&gt;, ele completou, simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos dela entrelaçadas, nervosa.&lt;br /&gt;Ele olhou o relógio. A chuva havia diminuído. Estava com pressa.&lt;br /&gt;Ela o observava. O expresso havia esfriado. Estava carente. &lt;p&gt;Naquela manhã um temporal duplicara o caos já diário da cidade. Véspera de feriado, trânsito lento, metrô lotado. Pessoas que, incansavelmente, caminhavam pelas ruas protegidas sob preciosos guarda-chuvas – o que não as livrava de encharcar sapatos em imensas poças d’água nas calçadas, bueiros entupidos pelo lixo urbano e pela própria chuva – que vinha de todos os lados. Ela entrou na cafeteria. Trazia consigo a solidão de uma vida, um semblante sério e a certeza de que aquele temporal acontecia apenas para castigá-la. Sentou-se no fundo, pendurou o casaco molhado na cadeira ao lado, pediu um expresso. O reflexo dos raios que caíam iluminava vez ou outra sua face, denunciando a contrariedade em seu rosto. Algumas quadras dali, do alto de um confortável apartamento, ele observava o céu, cada vez mais escuro. O vento soprava forte, espatifando-se contra a imensa porta da sacada. Rapidamente arrumou-se, beijou a esposa que ainda dormia e saiu. Previa uma estada mais longa pelo trânsito da cidade. Assim foi: quinze minutos após, já dentro do carro, tentava concentrar-se na suave melodia que colocara no som do automóvel – não queria absorver para si o tumulto do engarrafamento. Mas a cidade estava parada. Pensou em tomar um café, mas essa não era uma atividade costumeira. Só estacionou naquela garagem ao lado da simpática cafeteria porque uma placa sinalizava, em letras garrafais, que sobravam vagas. Ninguém parecia perceber isso. Ele percebeu. &lt;p&gt;Foi dentro do café que eles se olharam. Acima da chuva e do transtorno, havia o olhar, acompanhado pelo barulho dos pingos d’água que batiam contra a janela. Foi ela quem sorriu primeiro. Perguntava-se de onde tirara forças para mover os lábios e fixar o olhar na direção daquele homem. Ele retribuiu. Ela, no fundo. Ele, no balcão. Ela saboreava o expresso quando o viu. Ele procurava um lugar para sentar quando a percebeu sorrindo. Estranho momento. Caminho do trabalho, uma manhã. Uma manhã comum, como tantas. Como todo dia. Exceto pelo temporal. Exceto pelo sorriso dela. Ele achou graça. Com o cardápio na mão, pediu um expresso, enquanto observava a mulher simpática ao fundo. Foi ela quem acenou para ele sentar junto dela. Afinal, ela estava só. Sempre estaria. Não fossem as mesas ocupadas. Ele olhou ao redor. Foi. Apresentaram-se, trocaram amenidades. Falaram da chuva, do caos. Até dos bueiros entupidos. Ele falou sobre o quanto não era acostumado a tomar café, sobre o sapato molhado pela chuva. Ela não o olhava nos olhos, baixava a cabeça escutando-o falar sobre tudo. Percebeu os sapatos dele, encharcados. Era uma manhã de chuva. Ela, indescritivelmente solitária. Ele, com frio nos pés. E de repente, emudeceram. Só o barulho da chuva. Os pingos na janela. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ela:&lt;/strong&gt; Pode me falar mais sobre você? Há quanto tempo mora na cidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ele&lt;/strong&gt; (olhando o relógio)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Bastante tempo...Olha, tenho que ir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela&lt;/strong&gt;, tentando salvar a si própria&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Significou algo para você?&lt;br /&gt;No mesmo instante, arrependeu-se da fala. Foi quando percebeu a aliança de casamento dele.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele&lt;/strong&gt;, sem entender: Eu...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela&lt;/strong&gt;, rindo, triste&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Tudo bem. Também não significou pra mim. &lt;p&gt;Levantou-se. Olhou nos olhos dele, pela primeira vez. E saiu. O olhar dele a acompanhou até a porta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela foi embora.&lt;br /&gt;Ele também.&lt;br /&gt;O dia seguiu. A chuva deu trégua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116897272800625814?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116897272800625814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116897272800625814&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116897272800625814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116897272800625814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2007/01/vero-calor-sol-praia-mar-azul-cu-mais.html' title=''/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116663042392330426</id><published>2006-12-20T11:56:00.000-04:00</published><updated>2006-12-28T11:51:28.103-04:00</updated><title type='text'>Texto Comum</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Não há nada mais comum que pessoas comuns. Todos somos pessoas comuns, mesmo que não pensemos assim. Cedo ou tarde você vai descobrir que, mesmo na sua individualidade, você ainda é apenas um comum como outro qualquer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Gente comum é comumente confundida com... gente comum. Você me lembra alguém -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;diz a senhora. Super comum. Tenho uma camiseta igual a sua (exclusiva, você pagou caro por isso) – diz o amigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Gente comum passa por situações comuns, comumente chatas. Fila de banco, sala de espera, ônibus lotado. Tem gente comum que não pega ônibus, mas essa gente comum abastece o carro, como outros tantos comuns.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pessoas comuns trabalham, comem, dormem, feito gente comum mesmo. É comum também os que não trabalham, os que não têm dinheiro pra comer, os insones. E é super comum querer ter uma vida incomum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O tradicional é comum, assim como o supostamente original também o é.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Comumente pessoas ficam chocadas com algo incomum. Mas, dura pouco. Coisas incomuns são tão comuns afinal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;É comum ter contas a pagar, é comum conhecer alguém que já foi assaltado, ou ter sido, é comum passar o Natal em família. É comum termos dificuldades de comunicação, nesta ou noutra língua.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E mesmo que no momento você esteja se sentindo carente, ou então com o coração gelado, duro feito pedra, ainda é comum ver casais felizes, gente que ama e é amado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;É por estes sentimentos tão raros e ao mesmo tempo tão comuns, que eu, de tão comum que sou, não deixo de acreditar que a mesmice tem seu valo&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;r.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116663042392330426?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116663042392330426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116663042392330426&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116663042392330426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116663042392330426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/12/texto-comum.html' title='Texto Comum'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116463201816737585</id><published>2006-11-27T08:49:00.000-04:00</published><updated>2006-12-22T13:52:03.533-04:00</updated><title type='text'>bastiDORES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/1600/483314/idolos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3230/3639/320/391349/idolos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Além de escrever eu também gosto de cantar. Um belo dia eu resolvi admitir esse desejo e comecei a fazer aulas de canto. Desde então melhorei bastante minha técnica vocal. Passei no teste para o coral da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas acabei desistindo logo após alguns encontros onde a desorganização e o desinteresse prevaleciam. Optei então por seguir com as aulas particulares, onde eu era o foco e o rendimento, portanto, maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Um dia, quando fui assistir a um recital do meu professor de canto, surgiu numa conversa com outra aluna, que até então eu não conhecia, a possibilidade de inscrição para o programa Ídolos do canal SBT (a versão nacional do American Idol), que estava começando as audições para sua segunda edição. Ela já estava inscrita e sugeriu que eu fizesse o mesmo. Conversei com meu professor e em poucos dias havia efetuado a inscrição para a cidade de Florianópolis, a mais próxima de Porto Alegre dentre as opções disponíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A audição estava marcada para o dia 18 de novembro. Cheguei dia 17 e me hospedei na casa do Canhoto. Rimos, matamos a saudade e ele saiu com amigos enquanto eu ficava em casa para poupar a voz. Afinal era para isso que havia viajado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Dia 18, lá estava eu às 7h da manhã. Fui um dos últimos a chegar, embora estivesse programado para começar às 8h. Com certeza havia pessoas há muitas horas por lá. Encontrei a colega e ficamos juntos na imensa fila que devia ultrapassar as 3 mil pessoas. Ficamos cerca de 6 horas envolvidos com o que foi nada mais do que a confirmação de inscrição. Toda esta demora por que a produção do programa precisava filmar e pedia que todos gritassem, forjassem animação e abanassem e sorrissem para as câmeras. Nós ficamos de canto o máximo possível. Desconectados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;As grosserias na produção eram constantes. Uma produtora perguntou a uma candidata o seu nome, ao qual ela respondeu Schanna, soletrando. A tal produtora imediatamente começou a gritar dizendo que ela não era uma artista e que deveria dar o nome real e não o artístico por que ate então ela era apenas uma qualquer numa fila de desesperados. A garota apenas repetiu, intimidada, “meu nome é Schanna”. Constrangimentos como este não faltaram, como quando pediam às pessoas para ter em mãos o documento de identificação e outro produtor berrava num megafone: “se eu disse em mãos é em mãos e não na bolsa”. O que era totalmente desnecessário, até por que as inscrições mesmo não duraram mais de meia hora, o resto todo foi baboseira fake para um programa de TV que estava se revelando extremamente fajuto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saímos dali com uma pulseira no braço e mais uma grosseria na cara: “não tirem a pulseira nem para tomar banho ou dormir, se o lacre for rompido vocês estão fora”. A menina que estava comigo já desistiu imediatamente. Resolvi ficar até o dia seguinte quando então teríamos que cantar para um produtor que diria se poderíamos cantar para os jurados (aquela parte que se vê na TV) durante a semana (de segunda à quinta). Era final de semana mesmo e voltar pra Porto Alegre no dia seguinte não faria a mínima diferença. Mais uma vez evitei de sair com meus amigos para poupar a voz. Desta vez já sem a mesma convicção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No domingo cheguei uma hora antes. E novamente fui um dos últimos. Todos tiveram a mesma idéia. Chovia muito e fazia frio. Logo deixaram que todos entrassem no ginásio para escapar da chuva. A atitude bacana durou pouco, quando obrigaram todos a sair para que eles captassem as imagens de filas que não haviam sido feitas no dia anterior. Quando todos formaram a fila, fecharam os portões e a espera na chuva levou quase 4 horas. Não permitiam que as pessoas abrissem seus guarda-chuvas, pois isso prejudicaria as imagens, e não deixavam sair dali nem mesmo para ir ao banheiro sob pena de desclassificação. Outras pessoas desistiram ali mesmo, algumas passaram mal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Não sei qual foi a razão que me levou a suportar mais algumas horas até entrar no ginásio. Pensei qual outra audição(?) no mundo deixaria seus aspirantes quatro horas sob a chuva antes de mostrarem suas vozes. Me senti um otário por ter desejado preservar a voz. E as meninas de “chapinha” no cabelo então, era de dar dó. Conheci mais algumas pessoas na fila, algumas visivelmente talentosas, já que as pessoas faziam o possível para aquecer a voz ali mesmo e ensaiar antes de tentar a sorte. Dentre eles um rapaz com maior pinta de &lt;i style=""&gt;superstar&lt;/i&gt; e que havia sido finalista do programa FAMA da Rede Globo. Não só foi finalista como dava aulas de canto há anos. Pois bem, não deixaram que ele terminasse o primeiro verso dizendo que “não havia sido dessa vez”, que ele “deveria aprender a cantar”. Fiquei meio atônito tentando entender afinal o que eles estavam buscando. Foi quando lembrei das grosserias da produção, da palhaçada das filas desnecessárias, do &lt;i style=""&gt;freak show&lt;/i&gt; formado por mais da metade dos presentes, da chuva, do frio e conclui mais uma vez, a última: isso é só um programa de TV, não é uma audição séria nem aqui nem a China. E antes que terminasse o primeiro verso, voltei para casa e para Porto Alegre entendendo de vez que este não é o meio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mais uma experiência, outra lição. Quando você leva algo a sério (mesmo sabendo que talvez eu não deva levar tudo tão a sério), como eu trato tudo com que me envolvo, como meu trabalho, amizades, relacionamentos, meus textos, a música, é preciso exigir que te tratem de forma equivalente. É esse o critério que uso pra revelar o que serve pra mi&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;m.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116463201816737585?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116463201816737585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116463201816737585&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116463201816737585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116463201816737585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/11/bastidores_27.html' title='bastiDORES'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116404861646981576</id><published>2006-11-20T14:47:00.000-04:00</published><updated>2007-01-23T19:10:28.760-04:00</updated><title type='text'>Eu: meu maior inimigo (?)</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/espelho.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/espelho.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vivo me sabotando. Tenho o dom. Caio em armadilhas que preparo, com o maior cuidado, pra mim mesmo. Sou o meu maior inimigo (?). Gosto disso? Não. Detesto. Creio que não há nada pior. Peco pelo excesso de cobrança que tenho comigo mesmo. Não consigo relaxar e esperar até a página seguinte. Já corro pro final do livro. E geralmente não tem final feliz algum. Princesa? Nada. Beijo o sapo e ele continua sapo. Me olhando, com aquela cara de...sapo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse isso outras vezes e, definitivamente, não há nada mais difícil do que lidar com o ser humano. Quando o ser humano em questão é você – no meu caso, eu – aí o negócio complica. Pergunto: por que reclamo tanto? Porque muitas vezes não sei ficar só, na minha, sem encher o saco dos outros que nada tem a ver com minhas pendengas? Por que não consigo acreditar quando alguém me diz “Ei, você é um cara legal”? Por que sou tão complicado, porra??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho sadio, hoje em dia, me questionar sobre esse tantão de coisas. E até mesmo compartilhar com outras pessoas. Porque geralmente a imagem que temos de nós mesmos é muito diferente do que os outros vêem. E por muito tempo me achei muito correto, muito centrado, muito independente, muito insensível e até muito fácil de lidar. Me enganei, muitas vezes. Hoje, por mais difícil que me é, acho importante o feedback de quem me vê de fora. Só assim descobri que não sou tão insensível quanto achava que era. E que tem horas que saio do meu centro por pura bobagem. Independente? Nem tanto. Fácil de lidar? Coisa nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo me conhecendo cada vez mais (o tempo passa e a gente tem que aprender algo, né?), continuo ali, na tênue linha que me torna, às vezes, meu maior inimigo. Tem horas que acho que se eu fosse o Superman, batata: guardaria a kriptonita no bolso. Só pra sofrer. Porque é exatamente isso que faço. Vou atrás de sarna pra me coçar. Procuro pêlo em ovo. E com uma lupa, que é pra ter mais chance de encontrar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a gente aprende... Fosse o contrário, essas linhas não existiriam. Tenho feito a coisa certa ao perceber e refletir sobre erros como esse. Assim, day by day, vou amenizando a dor que causo àquele que, antes de qualquer coisa, sempre foi e será meu melhor amigo: eu mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116404861646981576?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116404861646981576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116404861646981576&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116404861646981576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116404861646981576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/11/eu-meu-maior-inimigo.html' title='Eu: meu maior inimigo (?)'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116253411327001117</id><published>2006-11-03T02:00:00.000-04:00</published><updated>2006-11-24T09:24:58.096-04:00</updated><title type='text'>Big Believer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/espelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/espelho.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Acabo de assistir ao filme “Quem somos nós?”. São duas horas da manhã e o sono cedeu espaço a uma espécie de euforia. Fui tocado. Fui contagiado. Algumas pessoas já haviam me indicado o filme e só o assisti hoje por que o outro filme que eu havia locado (memórias de uma gueixa) resolveu trancar no dvd aos 40 minutos. E eu estava adorando. No tempo do videocassete não tinha isso (hehe).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas não quero falar do filme, mas das sensações que me percorrem neste instante. Sinto que sei muito pouco, sobre mim e sobre os outros, sobre o universo, sobre espiritualidade. Mas está sendo incrível ter esta sensação de não saber. Só aceitando essa condição me sinto aberto ao que eu não sei. Você já pensou sobre o quanto aquilo que a gente “sabe” interfere sobre o nosso aprendizado, sobre aquilo que a gente ainda não sabe? Sinto que só aceitando que pouco sei é que consigo vir a saber mais e não deixar que o meu saber já existente interfira nesses novos caminhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ao criar julgamentos, vicio minhas emoções e vou eliminando possibilidades não experimentadas. E se ter novas idéias, novas perspectivas, novos níveis de consciência a respeito de algo, e se permitir-se tudo isso for tão contagiante quanto os vícios químico-emocionais? Assim, passamos a criar o que nos rodeia e não ser vítima das circunstâncias. É como se viesse de mim, mas ao mesmo tempo fluísse tanto que parecesse não vir de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sinto-me capaz de romper padrões de comportamento a que eu estava propenso e assim abrir mais espaço à realidade potencial e menos àquela que me acostumei, que me viciei, que me resignei, medíocre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Amor, culpa, vergonha, sexo... tudo inerente à condição humana. Só que a nossa condição pode ser ampliada a um novo nível. Afinal o que você está fazendo com você? Não gosto do que eu vinha fazendo comigo. E isso muda tudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Não é magia nem blá-blá-blá esotérico, como eu já disse que não engulo, em outro post. Pelo contrário, se eu percebo palpável é por que sinto tangível e, portanto, real, ou pelo menos passível de ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Quantos pensamentos na tentativa de se aprofundar em direções que talvez fizessem muito sentido foram destruídos ao longo da história? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Você interfere na sua vida. Você a comanda, e não o inverso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não aceite. Questione. Opte experimentar ou não e aí sim decida se aquilo serve ou não pra você. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ta parecendo um papo muito distante de você? Só se você decidir que seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O quão fundo você quer chegar? Pense, de coração e mente aberta: você tem certeza sobre tudo que diz ter certeza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um único pensamento diferente quebra um círculo vicioso. Se você persistir nesse caminho um novo circulo se cria, e você pode quebrá-lo novamente, e novamente, e experimentar uma evolução. Mas você também pode querer retornar ao primeiro e se resignar. Acho que me afastei da depressão com a qual já sofri criando esse mecanismo, inconscientemente. Fugindo do vicio dessa emoção. Quebrando o circulo diversas vezes até conseguir formar um novo caminho e parar de associar coisas tão positivas àquele sofrimento. É como uma descoberta do poder de você sobre você mesmo. E isso é uma mistura de química, física, espiritualidade e o que mais tiver que ser. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É quando tudo se conecta, que você percebe que as conexões são infinitas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116253411327001117?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116253411327001117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116253411327001117&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116253411327001117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116253411327001117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/11/big-believer.html' title='Big Believer'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116162522517528619</id><published>2006-10-23T13:33:00.000-04:00</published><updated>2006-11-20T16:04:36.170-04:00</updated><title type='text'>O QUE NOS CABE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/coracao-blog.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/coracao-blog.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tente explicar para alguém com o coração partido que a dor é passageira. Experimente falar sobre quanto o tempo cura certas feridas ou sobre como o "ruim" pode se transformar no "bom" mais adiante. Não adianta. No meio da névoa, quem enxerga? &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lidar com os sentimentos é, definitivamente, uma das coisas mais difíceis de se aprender. Mas também é uma das coisas com as quais a gente mais aprende. É dúbio? É. Temos que ser pacientes para entender o que se passa dentro da gente e dos outros também. Quase nunca é fácil chegar a uma conclusão. E se fosse, que graça teria? &lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto mais o tempo passa, mais aprendo com esse coração que bate aqui no meu peito. Sempre fui um cara que sente demais o que acontece em volta. Ora no extremo, ora na medida. Sensibilidade que me faz chorar toda vez que assisto a uma das cenas mais belas produzidas pelo cinema (alguém aí lembra do saco plástico voando em "Beleza Americana"?); que me emociona quando seguro uma criança no colo; que me faz pensar no passado, no que vivi, no que sonhei e no que se realizou. E que me faz rir. Feito bobo. Feito um guri, que eu não quero que morra nunca dentro de mim. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nada faz sentido quando não escutamos o que vem de dentro. E cresceu comigo a idéia de que o que realmente importa é isso: aquilo que sentimos. Desde que não estacionemos em alguma parada da vida. Até porque temos que aprender com o que nos acontece, de bom ou ruim, e ir em frente. &lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fico pasmo quando encontro alguém que não crê no amor, que não consegue perdoar um amigo ou que não aprende nada após quebrar a cara duas vezes com o mesmo erro. Não entendo (e quem disse que um dia vou entender?) como tem gente que não vê nenhuma possibilidade de ser feliz - a não ser que a felicidade chegue numa linda carruagem branca e bata à sua porta. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como eu disse lá no início, lidar com tudo isso pode ser difícil, mas o aprendizado é significativo. No meio da névoa, ninguém enxerga. Mas deixe ela se dissipar. Ela vai embora. E já que sentimento a gente não mede; não julga e, sim, tenta compreender, eis o que nos cabe: sentir, aprender e viver. &lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sentir, aprender e viver... &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Canhoto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116162522517528619?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116162522517528619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116162522517528619&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116162522517528619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116162522517528619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/10/o-que-nos-cabe_23.html' title='O QUE NOS CABE'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116135198211742791</id><published>2006-10-20T09:44:00.000-04:00</published><updated>2007-01-07T23:34:10.076-04:00</updated><title type='text'>"Cosmo" assim?!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Caramba! Volta e meia uma mensagem que circula pela internet ganha proporções absurdas. Você lembra dos flash mobs? (as mobilizações de multidões instantâneas – que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aliás foram tão instantâneas quanto suas edições, mas pelo menos terminaram antes de sugerir um suicídio em massa)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Em época de campanha eleitoral também surgem várias mensagens que se espalham muito rápido. A mais recente que recebi era de uma imagem do presidente Lula erguendo as mãos e, pelo seu defeito no dedo, formando o número 45, justamente do candidato opositor. Freak show.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E tem os casos como o da semana passada. Quem não recebeu o mail que falava dos raios UV e sei lá mais o quê que estaria diferente no cosmos naquele dia 17, em especial às 17h, que faria com que todos os pensamentos positivos e negativos fossem multiplicados por um milhão. Eu até leio horóscopo às vezes e também acredito que o signo diga alguma coisa, por exemplo, sobre (in)compatibilidade entre as pessoas. Não sou um cético. Acredito em muita coisa. Mas também não fico apavorado se uma cigana na rua diz pra eu ter cuidado com um amigo ou sócio. Não acho que incensos tragam bons fluidos (minha rinite que o diga). E já não abro as mensagens de powerpoint que recebo (no início eram poucas e até valia a pena). E as correntes então? Aquelas que se você não enviar pra 718 pessoas em dois minutos você vai acabar com qualquer chance de enriquecer ou ser feliz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Enfim, o fato é que a tal “fenda cósmica” envolveu muita gente. No dia e hora supracitados, alguém no meu msn me chamou para a conversa (com mais umas 30 pessoas) e começou enlouquecidamente a escrever em letras garrafais: É AGORA. O UNIVERSO ESTÁ PROPÍCIO. PENSE POSITIVO. E por ai vai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Odeio blá blá blá esotérico. Mas, pelo menos, nesse caso, foi uma mensagem positiva. Vai saber se toda essa gente pensando positivo (sim eu passei o dia pensando coisas boas) não moveu alguma energia por aí. Bem que podia fazer as pessoas pararem de mandar, por exemplo, mensagens como aquela com fotos da tragédia do vôo da Gol. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ô gente zen noção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Destro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116135198211742791?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116135198211742791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116135198211742791&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116135198211742791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116135198211742791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/10/cosmo-assim.html' title='&quot;Cosmo&quot; assim?!'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116074756153792093</id><published>2006-10-13T09:35:00.000-04:00</published><updated>2007-01-18T17:38:54.320-04:00</updated><title type='text'>PONTO FINAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes me surpreendo com a capacidade que algumas pessoas têm em dar um ponto final a determinadas situações. Dias atrás chegou até meus ouvidos a lamentável história de um homem que, ao descobrir ser portador de uma doença degenerativa, resolveu colocar um ponto final em sua vida. Numa estranha noite de sábado, jogou-se pela janela do local onde trabalhava. Ponto final. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não tenho a menor dúvida de que essa é a única solução a que ninguém deve recorrer quando se depara num desses cruzamentos, onde as alternativas parecem se resumir a duas: ir em frente e arcar com todas as conseqüências dessa decisão ou voltar atrás...e, bem....não precisa necessariamente se jogar de uma janela, mas essa também pode ser uma saída. Das mais covardes? Não sei responder. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Existem vários aspectos nessa minha vida que merecem - e isso eu falo de boca cheia - de um bom e belo ponto final. Mas, meus singelos 28 anos me lembram sempre que isso requer um pouco de cautela cada vez que penso em fazer algo de forma impulsiva. E deve ser assim com todo mundo, não? Do contrário, seria tão fácil. Às vezes esse ponto final envolve pessoas, demanda tempo, cuidado com o coração e com os sentimentos. Às vezes essa decisão machuca, faz a gente sofrer, faz com que tenhamos vontade de mandar o mundo todo às favas e um pouco mais. Às vezes esse ponto final tão esperado não chega nunca. Talvez porque não seja a hora ou porque esse ponto final simplesmente não exista. É nessas horas, juro, que eu queria ter um certo poder a la Mãe Diná. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aquele homem preferiu saltar pela janela. Não quero julgar, mas imagino que para um ponto final desses, só mesmo alguém cujo futuro não acene de forma amigável, serena e até mesmo romântica. E eu não acredito que isso possa acontecer. Mesmo sabendo que as decisões, os pontos finais dessa nossa existência estão a um passo do abismo...prefiro deixar minha janelinha bem fechada. E pagar pra ver. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116074756153792093?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116074756153792093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116074756153792093&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116074756153792093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116074756153792093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/10/ponto-final.html' title='PONTO FINAL'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-116034919426543023</id><published>2006-10-08T19:07:00.000-04:00</published><updated>2006-10-11T10:26:58.630-04:00</updated><title type='text'>Cadê minha chupeta?!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em alguma parte do caminho, nós perdemos a inocência. Como a criança que deixa cair a chupeta da boca sobre o ombro da mãe e, não sabendo ainda falar, nada consegue fazer. Nem sempre conseguimos lembrar ou ver a inocência partindo, como a criança olhando para a chupeta no chão até não a vir mais, mas é sempre algo sobre o qual nada podemos fazer. Acontece com todos.&lt;br /&gt;De repente, nos pegamos olhando para as nossas vidas, sem entender muito bem o sentido de tanta coisa nela, sem compreender a razão pela qual os sonhos mudaram, às vezes até desapareceram. Ressurgem de vez em quando por certo, mas são fugazes, vão embora logo, ficam pouco, bem diferente dos sonhos de inocência e tão menos belos e intensos.&lt;br /&gt;Nos pegamos nos questionando o que é importante. Nos pegamos com lágrimas nos olhos sabendo que há algo a superar. A criança tem que superar a perda da chupeta e começa a perder a inocência. Nós adultos, também. Estamos sempre tendo que superar algo. Algo que nos machuca, lá no fundo, que muitas vezes não sabemos explicar. Não sabemos o que é, nem a razão de tanta dor. E como dói.&lt;br /&gt;Mas isso ocorre em prol de quê?! Da nossa evolução pessoal?! Sabendo que nunca evoluiremos o suficiente, concluímos que uma superação trará outra necessidade de superação.&lt;br /&gt;Será esse o processo que nos mantêm vivos?! De superar-mo-nos a todo tempo, mesmo não sabendo exatamente o porquê nem o quê precisa ser superado?&lt;br /&gt;Os nossos fantasmas internos são muitos. Matamos um, logo aparece o outro que esperava na fila. Isso quando não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo; fantasma pode.&lt;br /&gt;Creio que a origem do primeiro fantasma está na perda da chupeta, no primeiro passo que a inocência dá, quando começa a caminhar pra fora de nós mesmos. Cada superação parece uma busca desenfreada pela inocência que partiu. Mas no fundo sabemos que ela jamais vai ser alcançada, que sai de nós para evaporar, que é unilateral e irreversível.&lt;br /&gt;Alguns têm a sorte de tê-la por um pouco mais de tempo, mas mesmo para estes é inevitável. Ela vai, e tudo muda. A dor dói mais, a alegria alegra menos.&lt;br /&gt;Já não lembro de quando minha inocência partiu. Sei que ela se foi muito cedo, que quase não consigo lembrar de como era tê-la. O pouco que me resta dessa lembrança talvez seja o que move estas palavras. Mais que viver com ela, como seria a vida hoje se ela me acompanhasse, mesmo convivendo com um fantasma ou dois? Não sei, ninguém sabe.&lt;br /&gt;Só sei que em alguma parte do caminho ela se foi em definitivo, que eu nunca mais a encontrei dentro de mim, por mais que a procure até hoje. E ela faz falta. Muita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-116034919426543023?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/116034919426543023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=116034919426543023&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116034919426543023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/116034919426543023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/10/cad-minha-chupeta.html' title='Cadê minha chupeta?!'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115902447984013165</id><published>2006-09-23T11:12:00.000-04:00</published><updated>2006-09-27T10:59:32.943-04:00</updated><title type='text'>Ses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Já que o canhoto abordou o tema... achei legal publicar este texto que escrevi há mais de dois anos.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem nunca pensou sobre um “se”. Seja ouvindo Djavan cantando “mas você adora um se...”, seja refletindo sobre as possibilidades mais banais: “se” tivesse atravessado a rua antes do sinal fechar, “se” tivesse chegado em casa um minuto antes de desabar o temporal, “se” tivesse acertado os números da loteria. No filme De caso com o acaso, a personagem de Gwyneth Palthrow vive um “se”. Por dar de encontro com uma pessoa na escadaria do metrô ela perde o trem e precisa esperar o próximo. A cena se repete com ela conseguindo entrar no vagão e as duas histórias vão correndo em paralelo para que nós, espectadores, possamos viver um “se”. No filme, as coisas que realmente importam na vida da personagem acabam acontecendo quase igualmente nas duas histórias, apenas em tempos diferentes. O que nos faz pensar que “se” estivermos pensando sobres os “ses” estaremos perdendo tempo. O fato é que é inevitável. Penso “se” eu tivesse concluído a faculdade de Direito, “se” não tivesse me formado em Propaganda, “se” não tivesse trancado a pós-graduação em Cultura Contemporânea, “se” quem me deixou vai ser mais feliz sem mim. “Se” eu não me preocupasse com tantos “ses” eu seria mais feliz? Possivelmente. “Se” alguém te deixou, mesmo dizendo que você é uma pessoa maravilhosa, interessante, sensível e inteligente, talvez seja mesmo a hora de pensar verdadeiramente sobre um “se”. “Se” você foi você mesmo durante a relação. “Se” a resposta for sim para a maior parte do tempo, já que até sermos nós mesmos o tempo todo é uma utopia, é preciso pensar “se” valia mesmo a pena, “se” você estava mesmo sendo valorizado como esperava, como precisava, como merecia. Ser você mesmo tem que bastar. “Se” isso não foi o suficiente pra outro alguém te amar, levando em conta é claro as concessões intrínsecas a estar com alguém, talvez seja a hora de levar em conta alguns “ses” mais consistentes, que não abrem possibilidades de tantas divagações. “Se” liga e “se” manca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115902447984013165?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115902447984013165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115902447984013165&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115902447984013165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115902447984013165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/ses.html' title='Ses'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115867192748927578</id><published>2006-09-19T09:09:00.000-04:00</published><updated>2006-09-27T11:03:29.353-04:00</updated><title type='text'>A DEUS PERTENCE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chutei minhas incertezas para longe. E todo mundo deveria fazer o mesmo. Perdemos muito tempo em nossas vidas com tolas preocupações, com pensamentos do que poderá acontecer caso "aquilo" se concretize, caso "isso" não dê certo, caso eu não consiga cumprir "tal" coisa e assim por diante. Responde aí: vale a pena? Vale a pena viver quebrando a cabeça e perdendo noites de sono com o destino? Sim, com ele mesmo. Esse tremendo blá, blá, blá sob o qual, definitivamente, não temos poder algum. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amanhã posso atravessar a rua e ser atropelado por um carro qualquer. Assim como meus sonhos, que vivem sendo atropelados por mudanças. As minhas vontades muitas vezes não correspondem à realidade, hoje está chovendo e eu queria sol, ontem queria beijar na boca e ninguém me quis, queria viajar pra bem longe, mas não posso. O passado já está escrito, mas o presente e o futuro, sei lá, dizem que "a Deus pertence". E deve pertencer mesmo. Caso contrário, seria bárbaro programar meus próximos dias, horas, minutos ou segundos. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre, desde bem picorruchinho, me preocupei com o "depois". Com o que virá. Tenho plena consciência de que boa parte do meu precioso tempo foi perdida com isso. Não me queixo (não??), porque as coisas simplesmente são como são, mas não posso deixar de homenagear essa minha velha mania, esse lamentável desperdiçar de pensamentos inúteis. Por isso chutei tudo pra bem longe. Ah, pouco me importa se amanhã vou estar de bom humor, se vou engordar ou emagrecer, se estarei chorando de raiva ou de felicidade, se quem eu amo não me quer ou se tudo isso que estou escrevendo vai ser útil para alguém ou até pra mim mesmo. Afinal de contas, ninguém consegue ser feliz com tanto "se". &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esperar por algo, querer respostas ou desejar alguém, tudo bem...até dá. Mas existem limites. Para nossa própria saúde mental, inclusive. Pra perceber isso, basta olhar pela janela: o mundo tá ali, girando, independente disso ou daquilo. Já não me importo se vou acertar ou errar no próximo passo. Não me importo mesmo. Chutei tudo isso pra longe e estou curtindo o que vier, da forma que vier, seja minha vontade ou não. Cansei de me sentir acompanhado pela ausência daquilo que longe está. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Canhoto&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115867192748927578?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115867192748927578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115867192748927578&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115867192748927578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115867192748927578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/deus-pertence.html' title='A DEUS PERTENCE'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115828956992267773</id><published>2006-09-14T23:03:00.000-04:00</published><updated>2006-10-30T09:47:31.046-04:00</updated><title type='text'>GET A LIFE!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro desta frase ao final do filme Invasão de Privacidade, quando a Sharon Stone destrói o aparato de bisbilhotagem do William Baldwin. E volta e meia tenho pensado nela com vontade de berrá-la para quem, por exemplo, tem vários perfis no orkut pra vasculhar a vida alheia, vários endereços de msn para se portar de forma diferente em cada um deles (odeio esses “profissionais” de internet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não gosto de pessoas que adoram apontar meus defeitos que são, na maior parte das vezes, projeções dos seus próprios defeitos, mas que jamais pensaram em se sentar numa cadeira de um psicoterapeuta pra olhar pra si mesmo de verdade ou já fizeram isso de alguma outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que todos os dias falam sobre os mesmos assuntos: o futebol, a novela. Que ao te ver passar não perdem a oportunidade de comentar:&lt;br /&gt;-         Nossa , mudou o cabelo de novo!&lt;br /&gt;-         Que roupa é essa meu Deus?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que se importam tanto com o vizinho gay que entra e sai do prédio com seu namorado, mas não percebem o lixo de pessoa que são enquanto ficam plantadas na janela fofocando (por falar em lixo, não são nem mesmo capazes de separar o próprio). Pessoas sem vida que precisam da vida alheia pra ver a sua própria existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas têm tanta dificuldade em aceitar quem são que precisam encontrar, nos outros, coisas que justifiquem suas vidinhas medíocres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que não sabe discutir um filme ou um livro, quando muito sabem comentar o mais vendido na semana no país... “dizem q é incrível”. Que só ouvem as “mais pedidas”.  Pessoas que nunca respeitam ninguém, mas exigem respeito por terem dinheiro ou acharem que são superiores às outras por seja lá qual razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas apenas existem? Eu conheço várias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer o quanto me traio inconscientemente escrevendo isso. O quanto disso tudo serve pra mim. Pouco importa. Ainda assim, apelo:&lt;br /&gt;- Olhem-se no espelho. Por favor peguem suas existências e transformem em uma vida. Obstáculos no caminho? Sim, muitos. Mas a satisfação é garantida, verdadeira e real. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115828956992267773?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115828956992267773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115828956992267773&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115828956992267773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115828956992267773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/get-life.html' title='GET A LIFE!'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115816874618812938</id><published>2006-09-13T13:29:00.000-04:00</published><updated>2006-09-14T12:39:08.163-04:00</updated><title type='text'>A FÉ DE CADA UM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aconteceu na última quinta-feira. Assistia a uma missa da Renovação Carismática Católica, a convite de uns amigos. Logo que entrei na igreja tratei de sentar no último banco, bem longe das cantorias, aplausos e coreografias que fazem parte dessas celebrações. Doce engano...da primeira fileira de bancos e até a última, todos, sem exceção, gesticulavam e davam glórias ao Senhor. Uma empolgação só. E eu? Apagado. &lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, engraçado...o que me motiva a escrever sobre isso é a fé. Dos outros, não a minha. Juro que prestei atenção em toda a celebração, que durou duas horas. E poderia ter durado bem mais. Três, quatro, cinco horas. Dane-se: aquele pessoal que cantava bem alto, batia palmas, sorria e derramava lágrimas não se importaria. Afinal, lembrar do relógio pra que? O dia tem 24 horas, duas horas são quase nada se usadas para um "bate-papo" com Cristo.&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao meu lado, um senhor duns 60 e poucos anos de idade e com os movimentos um tanto quanto debilitados, insistia em desprender meus olhos do altar. E eis que vos revelo: é a fé, gente. A fé daquele velho senhor, era de dar inveja. Eu enxergava - qualquer um enxergaria - que o que ele sentia naquele momento, era puramente verdadeiro. Uma fé que o fazia dançar com movimentos estranhos, que o fazia bater palmas descordenadamente, que o fazia cantar bem alto com a voz mais desafinada do mundo. Uma fé que o fazia acreditar que estar ali, valia a pena. Não sinto inveja dele. Sinto apenas...que não sinto o mesmo que ele.&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por vezes durante a celebração me deu vontade de rir, achando tudo aquilo um teatro exagerado. Meu pensamento voou longe, mas eu o trazia de volta porque queria ter certeza de que estava no lugar certo. E foi isso que constatei: que estava, sim, no lugar certo. Só que na hora errada."Hora errada" porque esse lance de fé tem muito a ver com a maneira como cada pessoa encara sua vida. Com o momento de cada um. Hoje não tenho necessidade alguma de freqüentar missas, de comungar ou me confessar. Minha fé gira em torno do meu próprio umbigo e não daquilo que outros julgam ser correto. E isso não é auto-suficiência ou arrogância. Prefiro mil vezes, antes de dormir, fechar os olhos e agradecer pelo meu dia, pelas coisas boas que sempre me acontecem e por aí vai. Minha fé não mora dentro da igreja. Mora dentro de mim.&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confesso que às vezes sinto falta de acreditar em algo maior, mas acabo sempre me convencendo que cada um é como é e ponto final. Alguns conseguem ir além, outros tentam e não conseguem. E outros não precisam. Quem pode julgar?&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A celebração terminou com fortes aplausos para Jesus, fiéis emocionados pelo encontro com o Senhor e, para mim, com uma indescritível sensação de "nada". Mas não acho isso triste, não. Apenas diferente. Serviu pr'alguma coisa? Quem sabe. Por ora fico aqui com minha fé, dentro de mim. Sei que ela será muito melhor aproveitada aqui, do que dentro daquela igreja. Afinal, a fé de cada um, cada um sabe onde deve buscar.&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115816874618812938?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115816874618812938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115816874618812938&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115816874618812938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115816874618812938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/f-de-cada-um.html' title='A FÉ DE CADA UM'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115772396592136847</id><published>2006-09-08T09:53:00.000-04:00</published><updated>2006-09-11T15:50:23.826-04:00</updated><title type='text'>Da água ao suco de framboesa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se você assistiu ao novo filme de M. Night Shyamalan, A Dama na Água, continue lendo. Se você não viu, leia também, quem sabe assim eu consigo lhe fazer desistir de assistir. É uma das piores coisas que já vi em toda minha vida. Desde a forma como o diretor achou pra ir “explicando” a história, passando pelo próprio fazendo o personagem que vai mudar o rumo da história da humanidade, até o envolvimento de quase todos os moradores de um condomínio: um é o guardião, armado com uma vassoura, outro o curandeiro, um médico que desistiu da profissão depois de perder seus queridos, outro o intérprete, que lê sinais nas caixas de cereais, e por aí vai. Elementos que vão se conhecendo aos poucos por que a personagem que sabia da “lenda” só aceita contar toda história depois que o personagem aceita agir como um idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idiota é como você se sente assistindo. O filme é um atentado à inteligência. Uma história sem pé nem cabeça, cujo personagem título possui a missão de iluminar a mente de um escritor medíocre para que ele escreva um livro que ainda vai iluminar a mente de um jovem, inspirando-o até que, com seus ideais, se torne o presidente dos Estados Unidos. Não por acaso, o animal que surge para salvá-la no final é uma, pasmem pela falta de sutileza, águia gigante. Sim, só dá eles na cabeça. E as insinuações iniciais, de que a humanidade não sabe ouvir, ao final do filme soam quase como uma ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que tentei. Fui com a maior das boas intenções. Até levei um susto no início. Não por causa dos monstros, mas por uns regadores de grama que começam a funcionar abruptamente. Vi os outros quatro do diretor. Apesar de não ter gostado de Sinais, gostei de O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Vila. 3 x 1. Pensei, por que não? POR QUE NÃO. Tive ataques de riso nos momentos mais tensos(?) e senti pena do meu tempo gasto no cinemark(!) com ingressos ganhos na revista da MTV(socorro!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava em dúvida entre a Dama e a Cama? Fique com a segunda. Ainda mais neste frio. Deixe pra se afogar num copo de whisky e não no meio de tanta baboseira. Quem sabe você até se inspira e escreve um roteiro melhor. Eu juro, não é difícil. Mas ganhar a framboesa de ouro com um competidor desses, não é pra qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115772396592136847?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115772396592136847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115772396592136847&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115772396592136847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115772396592136847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/da-gua-ao-suco-de-framboesa.html' title='Da água ao suco de framboesa.'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115755138167496900</id><published>2006-09-06T09:57:00.000-04:00</published><updated>2006-09-08T13:46:18.706-04:00</updated><title type='text'>Por que???</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/ponto_interrogacao.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/ponto_interrogacao.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Manezinhos de plantão: podem me odiar se assim quiserem, mas o fato é que a &lt;strong&gt;prestação de serviços em Floripa é uma bosta.&lt;/strong&gt; Hoje ao meio dia, andava eu pelo centro da cidade e resolvi dar uma paradinha em uma loja de tênis. Pronto. Bastou eu colocar os pés dentro do estabelecimento para o vendedor se GRUDAR em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Posso ajudar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Oi. Não, obrigado. Só quero olhar mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Esse tênis aqui é muito bonito. Chegou agora. Você vai gostar. Qual teu número? Vou pegar um pra você experimentar, lá no estoque tem e...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não, obrigado, eu já estou indo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Rapidinho, pego ali, tenho certeza que você vai levar. Qual teu nome?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Hã...............................Francisco...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ok, Francisco, meu nome é Marcos, já volto. Qual teu número mesmo?.......Francisco?? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Virei as costas e saí correndo. É admirável a capacidade que certos vendedores daqui têm em tirar o cliente do sério. Custa dar um espaço pra pessoa simplesmente olhar o produto, sem ter um urubu desses sobrevoando ao redor? &lt;strong&gt;Se esse cara acha que persuasão é enfiar uma venda goela abaixo do cliente, lamento, ele tem que estudar um pouquinho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outro dia, em uma loja de eletrodomésticos, mais uma: entrei procurando um produto. Não encontrei. Fiquei olhando pra ver se algum dos vendedores me atendia. Alguém veio? Não! Continuei ali e quem veio me propor ajuda foi uma dessas vendedoras de aparelhos celulares, que ficam em pequenos balcões das operadoras de telefonia dentro de algumas lojas e que, portanto, NÃO SÃO funcionárias da loja em si. Ela me mostrou o local onde estava o produto que eu queria e ainda me deu um folheto com produtos em promoção. Nota dez pra ela. Nisso, um distinto vendedor (esse sim, funcionário da loja) se posta em minha frente, atendendo uma cliente que havia entrado na loja depois de mim. E ali permaneceram os dois, juntinhos, tapando toda e qualquer visão que eu pudesse ter naquele momento sublime. Para evitar uma discussão, passei a conferir as promoções no folheto, esperando que eles voassem dali em seguida. Quando algo me interessou no folheto, olhei para trás pra ver se encontrava o produto no balcão. Assim que virei, o vendedor puxou o folheto da minha mão para mostrar à cliente. Eu pirei. Desci a lenha. Saí de lá xingando até a 8ª geração do cara, com a certeza de que não existem vendedores preparados nessa loja e que, por isso, não ponho mais meus pés lá. &lt;strong&gt;Gente burra. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia seguinte fui em outro estabelecimento, procurando o mesmo produto. O vendedor até me informou o preço, mas com um detalhe: o sujeito estava abaixado, olhando sei lá o que, há uns 3 metros de distância, sem me olhar na cara. Corri para outra loja dessa mesma rede, reclamei do atendimento para o vendedor que me atendeu e descobri: o tal vendedor da outra loja me informou o preço errado. O produto estava quase R$ 50,00 a mais! &lt;strong&gt;Não dá vontade de socar? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Floripa é uma cidade que encanta. A ilha é linda, beleza natural é o que não falta e, em virtude disso, turistas também. Eles invadem a ilha, ano após ano. Ninguém pode reclamar. Mesmo que ainda hoje muitos manés insistam em desdenhar os benefícios da vinda de turistas pra cá, a cidade vende turismo e é o turismo que move a cidade. Mas o setor de prestação de serviços de Florianópolis parece não ter acompanhado o desenvolvimento que o turismo trouxe. E, quanto maior o desenvolvimento, presume-se, maior o nível de exigência dos visitantes. E é aí que você encontra garçons mal educados, taxistas desonestos, vendedores que não conhecem o produto que vendem, recepcionistas com um humor do cão, guardas de trânsito pouco informados e por aí vai – a lista só aumenta. Sei de histórias de amigos, conhecidos e até familiares que aqui vieram e aqui foram mal tratados no comércio, em restaurantes e até em botequim de beira de praia. Ridículo. &lt;strong&gt;Às vezes parece que essa gente pensa que tá fazendo um grande favor em atender bem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sei que casos assim não são exclusividade de Florianópolis. But, só posso falar do lugar onde vivo. 42 praias, gente bonita, sol, verão e diversão não bastam. &lt;strong&gt;Tem que atender bem, sim senhor.&lt;/strong&gt; É obrigação. Pena que, nesse quesito, Floripa ainda é, muitas vezes, nota zero. E, sinceridade...não consigo entender o por quê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Desabafo by&lt;br /&gt;O Canhoto &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115755138167496900?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115755138167496900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115755138167496900&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115755138167496900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115755138167496900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/por-que.html' title='Por que???'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115738650554601049</id><published>2006-09-04T12:12:00.000-04:00</published><updated>2006-09-04T12:15:05.560-04:00</updated><title type='text'>Anos Dourados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A jóia está opaca. Já não reflete a luz da mesma forma. Já não tem aquele dourado. Não há mais flanela, fluido, polimento que a recupere. É como se tudo que aconteceu esteja ligado à intensidade daquele brilho de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aliança na verdade já não cabe mais no dedo há algum tempo. Antes pelo súbito emagrecimento após o término e, agora, com o dedo mais grosso, mais gordo, ela continua a não servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo, entretanto, que serviu. E brilhou. Como o sorriso no meu rosto, capturado em fotos já também desbotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anel está ali, perdido entre um relógio e uma pulseira, na mesma caixa onde esteve por tanto tempo, mas que de tão apagado não era percebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse anel mágico, capaz de selar a união entre duas pessoas, continua a ser um espelho. Antigo, manchado, mas onde ainda me vejo, percebo minhas rugas, enxergo minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o anel, já não brilham os filmes, as músicas, os livros. Já não reluzem os aniversários, as festas. Até as cores já quase não se distinguem, seja qual for o comprimento de onda, seja qual for o tom, a nuance. Sou como um fora-da-lei das leis da Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fog permanente se abateu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada nem ninguém me arrebata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letargia. Piloto automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic-tac. Tic-tac.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115738650554601049?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115738650554601049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115738650554601049&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115738650554601049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115738650554601049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/anos-dourados.html' title='Anos Dourados'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115711998609776841</id><published>2006-09-01T10:07:00.000-04:00</published><updated>2006-09-01T10:37:58.650-04:00</updated><title type='text'>A BABADA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fiquei sabendo que a tal Srª que protagonizou um polêmico depoimento no final de um dos capítulos da novela Páginas da Vida quer processar a Globo. Segundo ela, a edição apenas privilegiou a parte em que ela falava que descobriu o orgasmo. Bem. Ok. Não foi de forma tão angelical assim. Quem viu sabe: ela contou que um belo dia acordou “&lt;em&gt;com a perna suspensa, calcinha na mão e toda ‘babada’, ao som de ‘Côncavo e Convexo’, do Rei&lt;/em&gt; (?)&lt;em&gt; Roberto Carlos&lt;/em&gt;”. O choque ao assistir o vídeo foi grande – eu não sabia se ria ou se me calava – até por isso não devo ter descrito com exatidão as palavras usadas por esta digníssima figura, mas lembro muito bem que BABADA foi uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...sei que a imprensa está noticiando mil coisas a respeito do fato. Uma delas é de que a tal Srª teria perdido um emprego de babá (qualquer semelhança com o título é mera coincidência...hahaha), onde trabalhava há mais de 8 anos, em virtude do depoimento. Outra é de que ela foi avisada pela equipe que a câmera estava “desligada”. Creio então que a vovó pensou “Gente!! Aproveitando o embalo vou contar um fato suuuuper bacana que aconteceu comigo! Mas fica só entre a gente, okeeey???” – no mesmo tom de quem contaria que conheceu um príncipe encantado numa simples ida ao supermercado ou que achou um bilhete premiado no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alguém me chame de hipócrita, não estou dizendo que descobrir o orgasmo naquela altura da vida não seja algo bacana. Viva a sexualidade humana! O que realmente não é bacana é a forma como isso foi mostrado....aliás...como foi enfiado goela abaixo de todo um país. O que acrescenta na vida de alguém saber sobre a tal “babada” da Srª? Também não me entra na cabeça COMO a Globo deixou isso ir ao ar. Sucessão de mal-entendidos? Marketing pra novela? Burrice da Srª? Oportunismo? Creio ser uma junção de todas as alternativas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país já é repleto de cultura inútil. São bundas e falsos PCC’s no Gugu. Tiririca na Record. Dança dos famosos no Faustão. A “babada” da novela das oito. E a pergunta que não quer calar: por que insistimos em ligar a TV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira o vídeo: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ljVhtHzT6I8"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ljVhtHzT6I8&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Final da tarde de ontem, chuva e neblina em Floripa. Sem muitas idéias pro blog, começo a navegar pela net e descubro – para minha surpresa – que ontem era o &lt;strong&gt;Blog Day&lt;/strong&gt;, o Dia do Blog! Grata surpresa, pelo menos não deixo passar em branco essa comemoração – mesmo que com um dia de atraso.Tem sido muito bacana essa experiência ao lado do Destro, grande amigo e, sem sombra de dúvidas, alguém que possui o mesmo desejo de escrever, colocar idéias no papel ou na tela, discutir, criticar e polemizar que eu tenho. É interessante ver a participação de amigos e desconhecidos – que acabam se tornando amigos virtuais. Comentários sarcásticos, inteligentes, absurdos - outros nem uma coisa nem outra, outros tudo isso de uma só vez. Esse é o espírito do blog. Continuem participando gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115711998609776841?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115711998609776841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115711998609776841&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115711998609776841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115711998609776841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/09/babada.html' title='A BABADA'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115696900112806737</id><published>2006-08-30T16:14:00.000-04:00</published><updated>2006-08-30T16:16:41.136-04:00</updated><title type='text'>É FANÁTICO! O show da vida.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trocadilho com o programa dominical da rede Globo de tv é mais do que apropriado. O que já se fez em nome de causas supremas, de um líder, de um ser divino, da fé totalmente cega? Conhecemos várias tragédias, suicídios e histerias coletivas que vão da caça às bruxas até a perseguição de negros, índios, homossexuais, comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de quê se ultrapassam as dimensões do racional para combater “o mal”? Salvar a humanidade? Você deve conhecer fanáticos, seja por uma religião, por um time de futebol, uma raça ou partido político. Pessoas que não falam em nome de seus objetos de fanatismo, mas que discursam. E a elas não interessa muito a sua opinião, a não ser que seja favorável às deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um adorador de música, por exemplo. Coleciono, ouço muito. Adoro Melissa Etheridge, Tracy Chapman, Massive Attack, Everything But The Girl. Não gosto de axé, de pagode, de música sertaneja. Sempre que posso, apresento estes artistas a quem não os conhece. Mas nem por isso saio pregando, tentando converter os adoradores de pagode ao trip-hop ou condenando quem não gosta do que EU gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino um fanático religioso (e não me importa de qual religião) defendendo-se de um crime. Não foi ele o culpado, foi “o mal”. A posse de “certezas” são a meu ver justamente inimigas da verdade. E fanatismo é parceiro da intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção moral que a religião “indica” ultrapassa limites e afeta o prazer das pessoas, reprime seus potenciais, o que há de mais genuíno nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se a causa é justa, apenas que é adotada como verdadeira, única, inquestionável e se luta por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o excesso é destrutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fanatismo me causa pavor e vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o exemplo abaixo, de como a lavagem cerebral pode começar bem cedo. Não sei o que esperar do adulto que essa criança se tornará (e repito, não se trata da crença, mas do excesso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A legenda e a classificação de comédia do vídeo no www.youtube.com reforça o deboche, mas confesso, não achei graça nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115696900112806737?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115696900112806737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115696900112806737&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115696900112806737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115696900112806737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/fantico-o-show-da-vida.html' title='É FANÁTICO! O show da vida.'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115696865502406262</id><published>2006-08-30T16:10:00.000-04:00</published><updated>2006-08-30T16:10:55.176-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Menina Pastora Louca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/4kXXdm-6xrQ"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/4kXXdm-6xrQ" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115696865502406262?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115696865502406262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115696865502406262&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115696865502406262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115696865502406262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/menina-pastora-louca.html' title=''/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115687518323784101</id><published>2006-08-29T14:08:00.000-04:00</published><updated>2006-08-29T14:17:41.860-04:00</updated><title type='text'>Queria ser a Bruna Surfistinha...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/capa%20bruna%20surfistinha.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/capa%20bruna%20surfistinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;...ou pelo menos ter a metade da capacidade que ela teve quando resolveu enfrentar o mundo. Sério. Guria sabida essa. Pouco me importa para quantos ela deu, se transou com homem, mulher, vaca, cachorro ou hiena. O livro lançado por ela, “O Doce Veneno do Escorpião”, que eu li, não é uma relíquia da literatura nacional; nunca vai chegar aos pés de obras famosas escritas pelos imortais ou fazer “aquela” diferença em nossa vida – sabe quando você lê um livro e aquilo te transforma? Então. Com o livro dessa garota não acontece nada disso. Você apenas o lê. Óbvio que ele gera questionamentos...seria impossível não ficar, no mínimo, se perguntando o por quê dessa mocinha, vinda de uma família de classe média alta de São Paulo, optar por um caminho, digamos, não tão condizente com os “padrões” da sociedade atual. Mas, quer saber? Fodam-se os padrões da sociedade atual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Admiro a Bruna Surfistinha por ter sido corajosa a ponto de seguir seu próprio caminho, agüentando firme a pressão. Admiro por ter assumido o que ela simplesmente é. Ou era, já não sei. Segundo ela, programas, &lt;em&gt;never more&lt;/em&gt;. Mas isso também pouco importa. Quantas histórias a gente conhece, quantas pessoas a gente encontra por aí, que passam a vida fingindo ser aquilo que não são; que preferem se esconder atrás de Deus lá sabe o que, contribuindo dia após dia para sua própria infelicidade (&lt;em&gt;e, dependendo do caso, para a infelicidade daqueles que estão ao redor também – o que é, definitivamente, muito pior&lt;/em&gt;) para, simplesmente, serem aceitos dentro de um “conceito” ultrapassado de que o homem só pode ser feliz se “andar pelo caminho direito”. Se fizer a coisa certa. Muitas vezes essa tal “coisa certa” para uns, não funciona para outros. E é aí que começa o erro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bruna Surfistinha não seguiu esse “caminho”. Claro que, com isso, perdeu a família (?), amigos (?), perdeu o respeito de muita gente. Mas ta lá. “Vivinha da silva” e com uma puta (&lt;em&gt;ops, foi mal Bru!&lt;/em&gt;) história pra contar. E contou tão bem que o tal “O Doce Veneno do Escorpião” é fenômeno nacional de vendas. Não quero incentivar a prostituição, nem incitar a rebeldia entre as jovenzinhas de classe média, para que peguem suas mochilinhas da Hello Kitty e sumam pra esquina “vender” aquilo que lhes é mais precioso. Isso é apenas um singelo apelo contra a hipocrisia. Se cada um cuidasse do seu próprio rabinho – garanto – seríamos muito mais tolerantes com aquilo que, à primeira vista, nos parece “errado”. Né, Bruninha?! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;PS: adoraria fazer alguma brincadeirinha com o “rabinho” que escrevi ali em cima, juntando com o “veneno do escorpião” mas, sei lá, não rolou...Mas o recado tá dado!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O Canhoto. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115687518323784101?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115687518323784101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115687518323784101&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115687518323784101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115687518323784101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/queria-ser-bruna-surfistinha.html' title='Queria ser a Bruna Surfistinha...'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115681871593161965</id><published>2006-08-28T22:22:00.000-04:00</published><updated>2006-08-28T22:35:48.316-04:00</updated><title type='text'>Explicando o inexplicável (uma história de araras e urubus)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/urubu_rei4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/urubu_rei4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era inexplicável o eclipse e se explicou. Era inexplicável que a Terra seria redonda, ou quase isso, e se provou. Eram inexplicáveis os vulcões, os terremotos, os furacões, até que estudos os dissecaram. Mas estamos falando de fenômenos naturais e, mesmo desses, pra muitos ainda não há mais que hipóteses formuladas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falando ainda de natureza, agora mais da humana, há também diversas coisas difíceis de explicar. Sua mãe comprou aquela enciclopédia desatualizada por uma fortuna, seu pai comprou um carro com problemas mecânicos irreparáveis, sua irmã namora um rapaz com poucas perspectivas de futuro. Logo você conheceu o vendedor e o achou persuasivo, seu pai não entende nada de mecânica e o namorado da sua irmã é um doce e a trata muito bem. Tudo explicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inexplicável, mesmo, parecem as coisas que dependem da nossa escolha. Criamos um urubu achando que ele se tornará um belo pássaro. Ele já dá sinais de que será um urubu, mas você o comprou como sendo uma exótica arara azul. Você desconfia daquelas penas pretas. Quando elas vão ficar azuis afinal?! Mas o vendedor garante, todo mundo diz que é coisa da sua cabeça. Até que o urubu cresce e ataca você, fura seu olho e o deixa cego. E nessa cegueira você percebe que cego de verdade você foi durante todo o tempo que não acreditou em si mesmo, por alimentar o pássaro com o seu melhor, por se dedicar a ele, por se sacrificar por ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver sorte o ataque passou de raspão e a cegueira é reversível. Em breve você estará bem e longe dos urubus. Você descobre então que é o momento de se apegar ao que você acredita, ao que você adiou por muito tempo, à sua essência, a você. E não se trata de egoísmo. O resto são os outros e os outros são apenas o resto, e continuam sendo urubus se alimentando de carne morta, mas não mais da sua. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115681871593161965?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115681871593161965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115681871593161965&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115681871593161965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115681871593161965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/explicando-o-inexplicvel-uma-histria.html' title='Explicando o inexplicável (uma história de araras e urubus)'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115677155853240417</id><published>2006-08-28T09:02:00.000-04:00</published><updated>2006-08-29T09:04:34.236-04:00</updated><title type='text'>COISINHA À TOA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Casal sentado num banco de praça sob o sol.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Aparente clima de tranqüilidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Vamos ser honestos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(rindo)&lt;/em&gt; – Repete...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Honestidade. Tô falando sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Há...não achei que fosse sério. Pelo contrário. Você adora uma piada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – É que tem momento pra tudo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Sim...mas por que um pedido desses agora? Assim? Do nada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Ah, é bom conversar de forma franca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Então tá. Sejamos francos. Mas você começa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Por que eu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Ué! Você que começou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Comecei o que, meu Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Esse papo de honestidade, ora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Mas assim não funciona. Tem que ser natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Se fosse pra ser natural o papo deveria te surgido, simplesmente. Não foi o caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – É. É que é difícil...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Ser honesto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Não. Quer dizer..sim. Pelo menos para o que eu quero te falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Há!!! Então você tem algo pra falar. Achei que era uma espécie de joguinho pra descobrir algo sobre mim. Fala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Falar o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Você tá bobo ou o que? Fala, criatura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – É que...não sei por onde começar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Pois trate de começar. Afinal, foi você mesmo que começou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Comecei o que, meu Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Ai, tô perdendo a paciência, Cristiano...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Tá certo. Mas quero que você saiba que não é nada contigo. É comigo. Acho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Já sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Sabe?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Claro. Sei exatamente o discurso que vai sair da tua boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Mas como?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Fácil. Você é gay.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; - ....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Cristianooo...dá um tempo. Já sabia disso. Pensei que fosse algo novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Mas...e...e...você não se importa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Eu? Imagina...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Pensei que você se importasse com a gente....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Claro que me importo. Por isso não me importo com o que você acabou de dizer...quer dizer, acabou de tentar me dizer, porque eu já sabia, enfim...o que for....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Mas, Kika, é que eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Sem drama. Já to acostumada com a idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Acostumada??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – É, acostumada. Normal, hoje em dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – E como fazemos....digo, daqui pra frente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Há...nada...aliás...só não queria ficar sozinha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – Já ouviu falar em manter as aparências?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Cê ta dizendo que quer continuar o namoro assim, de mentirinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; – É. Sabe como é. Hoje em dia ta difícil o negócio, coisa e tal. Não quero me sentir só. Tá afim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Por mim...tá....tudo bem...mas sem competições, né? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(rindo de novo)&lt;/em&gt; – Cristianooo, claro...Fica calmo. Não vamos competir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELE&lt;/strong&gt; – Tá bom. Que bom que você entendeu. Obrigado, tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;ELA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(muito meiga)&lt;/em&gt; – De nada. Coisinha à toa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Os dois se olham e se abraçam fortemente. Levantam e saem juntinhos, como um casal dos mais apaixonados.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115677155853240417?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115677155853240417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115677155853240417&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115677155853240417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115677155853240417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/coisinha-toa.html' title='COISINHA À TOA'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115651684113036987</id><published>2006-08-25T10:36:00.000-04:00</published><updated>2006-08-25T10:40:41.140-04:00</updated><title type='text'>O Abominável Candidato das Neves</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/snow.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/snow.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tava aqui pensando, assistindo às “Férias Frustradas de Natal” na Sessão da Tarde e tive uma idéia genial. Por que não mudamos a comemoração do Natal para julho? Afinal, qual a graça de comemorar o Natal sem neve? Em TODOS os filmes neva no Natal. Por que só NÓS temos que ser diferentes? Comemorando em julho, com uma certa ajuda do clima, vamos poder até fazer bonecos de neve. Que coisa mais sem graça comemorar em Dezembro, com aquele calor. Até por quê logo depois tem o fim de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, esse absurdo não é idéia minha, mas é como eu imagino que tenha acontecido esse super insight de um candidato (não sei se a vereador ou a prefeito) de uma certa cidade do interior do Rio Grande do Sul nas eleições passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado real da data com certeza este cidadão não conhece. Não deve passar de Papai Noel (entrando pela chaminé é claro) e presentes. Então qual o problema de presentear a comunidade com tão incrível plataforma de governo(?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos esta criatura não se elegeu, embora tenha tido seus trezentos votos num universo de setenta mil eleitores. Se bem que tem tanta gente eleita com propostas tão descabidas quanto. E nestas eleições não deve ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade onde isso aconteceu? Não importa. Só que depois dessa, toda a população ria, a moça do armazém ria, o dono do açougue ria, até a “vaca ria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115651684113036987?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115651684113036987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115651684113036987&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115651684113036987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115651684113036987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/o-abominvel-candidato-das-neves.html' title='O Abominável Candidato das Neves'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115646169926070243</id><published>2006-08-24T18:51:00.000-04:00</published><updated>2006-08-24T19:31:23.933-04:00</updated><title type='text'>Everybody comes to Hollywood!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/szafir001.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Hã.................................não sei bem o que é pior:&lt;/strong&gt; a lendária interpretação, com direito à cara de nada do "falecido" cigano Igor (novela Explode Coração, né? nem lembro...) ou a &lt;strong&gt;cara de peido&lt;/strong&gt; do Luciano Szafir, aí em cima. Ok. Ok... Nem todos chegam em Hollywood abalando (leia-se "Rodrigo Santoro na 3ª temporada da ma-ra-vi-lho-sa série LOST"). Alguns, como o papai da alemoazinha-com-cara-de-batata-doce e insuportável Sasha, entram assim, beeeeeeeeeeeeeeem de mansinho, humildemente, pela porta dos fundos (pra não dizer outro lugar). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/szafir003.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Szafir estréia no cinema americano em um filme altamente &lt;em&gt;trash&lt;/em&gt; dirigido por Rolfe Kanefsky (que, segundo alguns, é visto em Hollywood como "o novo Hitchcock" - será??? eu não duvido!!!). A "produção" acaba de estrear em Los Angeles. O nome? &lt;strong&gt;Nightmare Man - O Homem do Pesadelo&lt;/strong&gt;. Em dezembro a gente vai poder ver o filme aqui. Eu vou! hahaha! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na internet tem outras fotos muito engraçadas do Luciano Szafir em momentos altamente dramáticos...mas a melhor é essa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="182" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/szafir002.0.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até porque, com essa cara Mr. Szafir, é uma glória que você morra no final do filme!&lt;br /&gt;Ihhhhhh! Estraguei a surpresa! Sooooorry!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115646169926070243?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115646169926070243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115646169926070243&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115646169926070243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115646169926070243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/everybody-comes-to-hollywood.html' title='Everybody comes to Hollywood!!!'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115643123463312740</id><published>2006-08-24T10:45:00.000-04:00</published><updated>2006-08-24T11:16:36.096-04:00</updated><title type='text'>Pecados (nas) Capitais</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/pecado.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/320/pecado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é só por quê sou destro que sempre faço as coisas direito. Mesmo não sendo eu um canhoto (na idade média relacionado ao demônio – nada pessoal amigo) também cometo um pecadozinho ou outro. Pensando bem, mais do que apenas um ou outro. Ok, muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja da gula, da carne ou em pensamento. O fato é que vai se administrando a intensidade de cada um. Um pouco menos de ira hoje, um pouco mais de preguiça amanhã e por aí vai. Claro, rezar todos os dias antes de dormir me redime de boa parte deles (redime né Deus? Deus? Deeeeeeus?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, enquanto não chega a hora da verdade, a mentira corre solta. E a gente vai mentindo pra nós mesmos, seja aqui em Porto Alegre ou aí em Florianópolis (certo canhoto?), evitando pensar sobre os nossos excessos, pensando que quando é conosco já não parece tanto um excesso; talvez um “momento atípico” quando bebemos demais, comemos um boi pela perna ou xingamos alguém pelas costas (mas claro... nem EU nem VOCÊ fazemos isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso nos faz questionar o quanto podemos questionar as atitudes alheias. Não sabemos o que move alguém a difamar outro alguém, a se destruir, a fugir pro meio do mato e deixar tudo pra trás. Mesmo que o tudo seja mais interno do que qualquer coisa. Não sabemos nem mesmo o que nos move diversas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho bem certeza, por exemplo, do que nos moveu a estarmos escrevendo nesse blog. Mas de uma coisa esteja certo: vai ser um pecado se você não nos ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115643123463312740?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115643123463312740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115643123463312740&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115643123463312740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115643123463312740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/pecados-nas-capitais.html' title='Pecados (nas) Capitais'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115636060164517629</id><published>2006-08-23T15:06:00.000-04:00</published><updated>2006-08-23T15:16:41.683-04:00</updated><title type='text'>Questione. Questione sempre. Só não me questione.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Iniciar postagens em um blog é um troço complicado. Zilhões de questionamentos na cabeça. Mas, ponto pra mim: O Destro cuidou disso. E cuidou muito bem, por sinal. Eu hoje tenho várias idéias na minha cabeça mas, na realidade nenhuma importa, porque o importante, hoje, é somente questionar. É. EU questionar. Colocar na roda várias coisas - até para poder desenvolvê-las depois.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Por que Florianópolis consegue ser tão boa no verão e tão "lugar comum" no inverno? Por que a Xuxa insiste em fazer voz de menininha quando fala? Por que a igreja católica é tão hipócrita? Por que a vaca da minha vizinha de cima insiste em sapatear de salto alto às 6 da matina pelo ap? Por que jornalista se veste mal pra caramba?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Irritante é alguém questionar a gente sobre algo. Ter que explicar tin tin por tin tin o motivo pelo qual eu não votei na última eleição ou o por quê de eu (ainda) não ter tirado minha carteira de motorista. Ah, vão se fuder. Já falo de cara: odeio ser questionado. Acho que por isso sou um baita dum jornalista arrogante. Agora...questionar é comigo mesmo! Tem horas que me acabo pensando em coisas tão fúteis que até eu me questiono sobre isso (!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Por que mulheres são tão complicadas sexualmente? Por que os homens são tão diferentes? Por que o orkut permite que todo mundo veja os scraps de todo mundo? Por que não consigo fazer cocô quando estou estressado? Por que devemos assistir o maldito horário eleitoral gratuito na TV? Por que Ronaldinho Gaúcho tá dando show na Espanha e na Copa do Mundo ficou plantado no campo? Por que a Regina Duarte insiste em fazer cara de &lt;em&gt;cocker spaniel &lt;/em&gt;na novela Páginas da Vida? Por que eu assisto aquela novela???&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu aqui, olhando pra minha barriguinha, fico me questionando do motivo pelo qual ela mais se parece com um barrilzinho de chopp do que com qualquer outra coisa. Questiono. Questiono mesmo. Questiono até o fato de escrever esse post. E você aí que tá lendo isso, questione-se também. Se tiver resposta para alguma dessas perguntas, please, responda. Só não me questione. Não hoje. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;E, aos amigos, um PS íntimo: acessem nosso blog, deixem comentários, dêem sugestões. Estamos começando nessa e a participação de todos, destros ou canhotos, é que vai fazer toda diferença.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Canhoto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115636060164517629?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115636060164517629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115636060164517629&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115636060164517629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115636060164517629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/questione-questione-sempre-s-no-me.html' title='Questione. Questione sempre. Só não me questione.'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33180627.post-115628302071786222</id><published>2006-08-22T17:39:00.000-04:00</published><updated>2006-08-22T17:43:40.726-04:00</updated><title type='text'>DOIS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Uma família surge de dois.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um casal é formado por dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A dualidade está em tudo, às vezes somando, Batman e Robin, Beavis and Butthead (somando?); às vezes fazendo um contraponto, gato e rato, bem e mal, vida e morte, Deus e o diabo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma amizade requer dois. Seja o segundo um cachorro ou uma&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;pessoa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um blog não exige dois. Mas a gente quis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos dois amigos, um destro, um canhoto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro em Porto Alegre, o segundo em Florianópolis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro publicitário, o segundo jornalista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro pisciano, o segundo ariano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqui vai funcionar uma via de mão dupla, informações de duplo sentido (sim essa expressão é para ter duplo sentido). Opiniões de direita, não necessariamente minhas, e de esquerda, não necessariamente dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até onde se sabe o lado esquerdo do cérebro comanda o lado direito do corpo e vice-versa, então, teoricamente, sou um destro ao escrever e comer, mas um canhoto no que se refere ao pensar? (isso dá pano pra manga)&lt;br /&gt;Dois amigos concordam, discordam, brigam, riem e choram juntos - mesmo estando longe, como nós.&lt;br /&gt;Leia, escreva, dialogue conosco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é à toa que a palavra diálogo começa com DI.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Destro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33180627-115628302071786222?l=odestroeocanhoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/feeds/115628302071786222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33180627&amp;postID=115628302071786222&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115628302071786222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33180627/posts/default/115628302071786222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odestroeocanhoto.blogspot.com/2006/08/dois.html' title='DOIS'/><author><name>O Destro &amp;amp; O Canhoto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10946805055158191480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3230/3639/1600/vice-versa_02.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
